Medicamento antifibrinolítico usado para controlar e prevenir hemorragias em cirurgias e condições hemorrágicas, como menorragia, epistaxe e angioedema hereditário.
Ácido Tranexâmico é destinado ao controle e profilaxia de hemorragias provocadas por hiperfibrinólise em cirurgias cardíacas, ortopédicas, ginecológicas, obstétricas, otorrinolaringológicas, odontológicas, urológicas e neurológicas; em pacientes hemofílicos e nas hemorragias digestivas e das vias aéreas. Também indicado para tratamento do angioedema hereditário.
Comprimido - Adultos com fibrinólise local: 15 a 25 mg/kg (2 a 3 comprimidos), 2 a 3 vezes ao dia. Crianças: 10 mg/kg/dose, 2 a 3 vezes ao dia. Menorragia: 2 a 3 comprimidos, 3 a 4 vezes ao dia, por 3 a 4 dias. Epistaxe: 2 comprimidos, 3 vezes ao dia, durante 7 dias. Dose máxima: 3 g/dia (até 4,5 g/dia sob supervisão). Injetável - Fibrinólise local: 500 a 1000 mg EV lenta (50 mg/min), 3 vezes ao dia. Fibrinólise sistêmica: 1000 mg EV lenta em dose única. Doses ajustadas para insuficiência renal conforme tabelas específicas.
Contraindicado em portadores de coagulação intravascular ativa, vasculopatia oclusiva aguda e em pacientes com hipersensibilidade aos componentes da fórmula. Não deve ser utilizado por mulheres grávidas ou em amamentação sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.
Pacientes com histórico de tromboembolismo devem ser cuidadosamente acompanhados. Não recomendado em hemorragias secundárias à coagulação intravascular disseminada, a menos que confirmadamente por distúrbios fibrinolíticos. Pacientes com hematúria devem ser monitorados devido ao risco de obstrução renal. Em tratamentos prolongados, avaliar periodicamente e descontinuar se houver dificuldade na identificação de cores. Na insuficiência renal, doses devem ser ajustadas e tratamento sob estrita supervisão. Gestantes: categoria B, não recomendado no primeiro trimestre. Lactantes: apenas 1% é excretado no leite materno.
Comuns (1-10%): náuseas, vômitos, dor epigástrica e diarréia. Incomuns (0,1-1%): reações cutâneas de hipersensibilidade. Raras (0,01-0,1%): tonteira, cefaléia, alterações da visão, hipotensão arterial e tromboembolismo. Em tratamentos prolongados: dificuldade para identificação de cores. Reações adversas com doses elevadas desaparecem com redução da dose. Administração intramuscular pode causar rabdomiólise com mioglobinúria.
Pode ser utilizado durante heparinioterapia. Não foram observadas alterações em exames laboratoriais. A farmacocinética não se modifica na presença de alimentos. Por via oral, não foram descritos casos de interação com outros medicamentos. Via injetável: não associar nenhum outro medicamento ao Ácido Tranexâmico injetável, nem administrar no mesmo equipo com outro medicamento, devido ao risco de turvação e precipitação.
Hemorragia digestiva: redução de 20-30% da taxa de recidiva, 30-40% da necessidade de cirurgias e 40% da mortalidade comparado a placebo. Cirurgias odontológicas em hemofílicos: perda sanguínea média de 61,2ml versus 84,1ml com placebo; necessidade de reposição de fatores em 14,3% versus 78,6% com placebo. Urologia: incidência de hemorragia pós-prostatectomia de 24% com tratamento versus 56% com placebo.