O cloridrato de ciprofloxacino é um antibiótico fluoroquinolona, em comprimidos revestidos de 500 mg, usado em infecções bacterianas dos tratos respiratório e urinário, abdome, pele, ossos e outras regiões. Disponível como Ciprocilin (Legrand), Ciprofloxatrin (Globo), genérico Brainfarma e genérico Legrand. É contraindicado com tizanidina e exige atenção a tendinite, ritmo cardíaco e efeitos no sistema nervoso; o tratamento deve ser completado, mesmo com melhora dos sintomas.
O cloridrato de ciprofloxacino é um antibiótico do grupo das fluoroquinolonas, em comprimidos revestidos de 500 mg. Em adultos, é indicado para infecções complicadas e não complicadas causadas por bactérias sensíveis ao ciprofloxacino:
Trato respiratório (a maioria das pneumonias que não precisam de internação é causada por Streptococcus pneumoniae; nesses casos o ciprofloxacino não é o medicamento de primeira escolha)
Ouvido médio (otite média) e seios paranasais (sinusite), especialmente se causadas por Pseudomonas ou Staphylococcus
Olhos
Rins e/ou trato urinário
Órgãos reprodutores: inflamação de ovários e tubas uterinas (anexite), gonorreia e infecções da próstata (prostatite)
Cavidade abdominal: estômago e intestino, vias biliares e peritônio
Pele e tecidos moles
Ossos e articulações
Infecção generalizada (septicemia)
Infecção ou risco de infecção (profilaxia) em pessoas com sistema imunológico comprometido, por exemplo em uso de imunossupressores ou com poucos glóbulos brancos
Descontaminação seletiva do intestino em pacientes sob tratamento com imunossupressores
O ciprofloxacino não é eficaz contra Treponema pallidum (causador da sífilis).
Em crianças e adolescentes de 5 a 17 anos, o uso é indicado apenas para infecção aguda na fibrose cística causada por Pseudomonas aeruginosa, quando não há outro tratamento injetável mais eficaz; não se recomenda o uso para outras indicações. Em adultos e crianças, também é indicado para reduzir a incidência ou a progressão do antraz por inalação após exposição ao Bacillus anthracis.
O ciprofloxacino pertence ao grupo das fluoroquinolonas. Segundo a bula para profissionais de saúde, sua ação bactericida resulta da inibição de enzimas da bactéria — a topoisomerase do tipo II (DNA girase) e a topoisomerase IV — necessárias para a replicação, transcrição e reparo do DNA bacteriano. Sem essas enzimas, a bactéria que causa a infecção morre.
Depois de tomado, é absorvido rápida e amplamente, principalmente pelo intestino delgado, e atinge a concentração máxima no sangue de 1 a 2 horas após a dose. A biodisponibilidade absoluta é de cerca de 70–80%. A ligação às proteínas do sangue é baixa (20–30%), e o medicamento é eliminado em grande parte inalterado pelos rins.
A bula para profissionais informa que a resistência ao ciprofloxacino ocorre sobretudo por mutações em enzimas das bactérias (topoisomerases) e se desenvolve lentamente, em várias etapas. Mutações únicas podem reduzir a sensibilidade; mutações múltiplas costumam levar à resistência clínica e à resistência cruzada com outras quinolonas.
Por isso, use o antibiótico pelo tempo prescrito, mesmo que os sintomas desapareçam — a melhora não significa cura, e interromper o tratamento pode favorecer infecções mais graves e bactérias resistentes. Não pare nem altere a dose sem falar com o médico.
Foram consultadas as bulas ANVISA (paciente e profissional) de quatro produtos. Todos são comprimidos revestidos de 500 mg de ciprofloxacino (na forma de cloridrato de ciprofloxacino monoidratado, equivalente a 500 mg de ciprofloxacino). Nenhuma das bulas descreve outra concentração nem liberação prolongada. As tabelas de dose citam valores por tomada de 250 mg, 500 mg e 750 mg, mas a dose final é sempre definida pelo médico.
Ciprocilin (Legrand) — medicamento similar; embalagens com 4, 6, 10 ou 14 comprimidos; comprimido laranja, circular. Uso adulto e pediátrico.
Ciprofloxatrin (Globo) — medicamento similar; embalagens com 6 ou 14 comprimidos; comprimido oblongo, branco a levemente amarelado. Uso adulto e pediátrico (conforme indicação).
Genérico (Brainfarma) — embalagem com 14 comprimidos; comprimido circular, semiabaulado, branco. Uso adulto.
Genérico (Legrand) — embalagens com 6, 10, 14 e 50 comprimidos (esta última, hospitalar); comprimido laranja, circular, biconvexo. Uso adulto.
Alergia (hipersensibilidade) ao ciprofloxacino, a outras quinolonas/fluoroquinolonas ou a qualquer componente da fórmula — sinais incluem coceira, vermelhidão na pele, dificuldade para respirar ou inchaço de mãos, garganta, boca ou pálpebras
Uso junto com tizanidina (relaxante muscular): pode causar queda da pressão arterial e sonolência
Doação de sangue:
Aleitamento ou doação de leite humano:
Em caso de dúvida, consulte um médico ou farmacêutico.
Gravidez e amamentação: o uso não é recomendado na gravidez (estudos em animais não mostraram malformações, mas não se pode excluir lesão na cartilagem articular de organismos imaturos) e durante a amamentação (o ciprofloxacino passa para o leite materno, com risco de dano articular ao bebê). Informe o médico se estiver grávida ou pretende engravidar.
Informe o médico imediatamente se ocorrer qualquer um dos itens abaixo durante o tratamento; ele decidirá se o tratamento deve ser interrompido.
Infecções graves, por bactérias anaeróbias ou por Staphylococcus: o ciprofloxacino deve ser usado em associação a outro antibiótico apropriado
Pneumonia por Streptococcus pneumoniae: não é recomendado, pela eficácia limitada contra essa bactéria
Infecções genitais: podem ser causadas por Neisseria gonorrhoeae resistente às fluoroquinolonas; é importante conhecer a resistência local e confirmar a sensibilidade por exames
Coração (intervalo QT): o ciprofloxacino pode prolongar o intervalo QT do eletrocardiograma e aumentar o risco de arritmia grave, potencialmente fatal. Mulheres e idosos podem ser mais sensíveis. Cuidado com antiarrítmicos (classes IA e III), antidepressivos tricíclicos, macrolídeos e antipsicóticos, e em quem tem síndrome do QT longo, potássio ou magnésio baixos, insuficiência cardíaca, infarto ou bradicardia. Não use se tiver síndrome congênita do QT longo ou episódio anterior de ritmo cardíaco anormal
Reação alérgica grave: pode ocorrer mesmo na primeira dose (aperto ou dor no peito, falta de ar, tontura, enjoo, desmaio, tontura ao levantar). Inchaço de face e garganta com dificuldade para respirar exige parar o medicamento e procurar atendimento imediato
Diarreia: se ocorrer durante o tratamento, converse com o médico antes de usar antidiarreicos
Fígado: foram relatados casos graves de necrose e insuficiência hepática. Pare o medicamento e avise o médico diante de perda de apetite, pele amarelada, urina escura, coceira ou abdome tenso
Miastenia grave: usar com cautela, pois os sintomas podem piorar
Tendinite e ruptura de tendão (principalmente o tendão de Aquiles): pode ocorrer nas primeiras 48 horas e até meses após o fim do tratamento, às vezes nos dois lados. O risco é maior em idosos, em quem faz atividade física intensa, usa corticosteroides, tem insuficiência renal ou transplante de órgão sólido. Na suspeita, mantenha o membro em repouso, evite exercício e procure o médico
Convulsões: as fluoroquinolonas podem desencadear convulsões ou reduzir o limiar convulsivo; use apenas se o benefício superar o risco em quem tem epilepsia, histórico de convulsões, redução do fluxo sanguíneo cerebral, traumatismo craniano ou derrame
Reações psiquiátricas: podem ocorrer já após a primeira dose; em casos raros, depressão ou psicose podem evoluir para ideias suicidas ou comportamento autodestrutivo
Neuropatia periférica: dor, queimação, formigamento, dormência ou fraqueza — pare o uso e informe o médico
Pele: sensibilidade à luz; evite sol direto e luz ultravioleta
Glicemia: podem ocorrer hipoglicemia e hiperglicemia, sobretudo em idosos diabéticos que usam hipoglicemiante oral ou insulina; recomenda-se monitorar a glicemia
Aorta: estudos relatam maior risco de aneurisma e dissecção da aorta com fluoroquinolonas, especialmente em idosos; avaliar o benefício-risco em quem tem história familiar, aneurisma pré-existente, síndrome de Marfan, Ehlers-Danlos vascular, arterite de Takayasu ou de células gigantes, doença de Behçet, hipertensão ou aterosclerose. Dor súbita no abdome, peito ou costas exige consulta imediata
Olhos: procure um oftalmologista imediatamente diante de alteração na visão ou sintoma ocular
Exames: informe o uso se for fazer exames de sangue ou urina. In vitro, o ciprofloxacino pode causar resultado falso-negativo na cultura de Mycobacterium tuberculosis
Dirigir e operar máquinas: o ciprofloxacino pode prejudicar a atenção, principalmente com álcool.
Idosos: devem receber a menor dose possível, conforme a gravidade da doença e a função renal
Crianças e adolescentes: em animais imaturos, as fluoroquinolonas podem lesar articulações que suportam peso. Os dados de segurança em menores de 18 anos (principalmente com fibrose cística) não mostraram lesão articular. Uso restrito à fibrose cística aos 5–17 anos; não deve ser usado em menores de 5 anos nem para outras infecções
Corantes: o Ciprocilin contém os corantes dióxido de titânio e amarelo crepúsculo laca de alumínio; o Ciprofloxatrin e o genérico Brainfarma contêm o corante dióxido de titânio (a bula do Brainfarma lembra que ele pode, eventualmente, causar reações alérgicas).
Fale com o médico se estiver usando qualquer um destes medicamentos ou produtos:
Tizanidina: combinação proibida — aumenta muito a tizanidina no sangue, com queda de pressão e sonolência
Medicamentos que prolongam o intervalo QT (antiarrítmicos classes IA e III, tricíclicos, macrolídeos, antipsicóticos): usar com cautela
Antiácidos, ferro, magnésio, alumínio, cálcio, sucralfato, didanosina, sevelâmer, carbonato de lantânio e soluções nutrientes: reduzem a absorção. Tome o ciprofloxacino 1 a 2 horas antes ou pelo menos 4 horas depois (não se aplica a antiácidos bloqueadores H2, como cimetidina e ranitidina)
Leite, iogurte e bebidas enriquecidas com minerais (ex.: suco de laranja com cálcio): reduzem a absorção e devem ser evitados; o cálcio de uma alimentação normal não afeta significativamente
Probenecida: aumenta a concentração de ciprofloxacino no sangue
Metoclopramida: acelera a absorção, com pico no sangue mais rápido
Omeprazol: pode reduzir levemente o efeito do ciprofloxacino
Teofilina: pode elevar a teofilina no sangue, com efeitos indesejáveis que, muito raramente, podem ser fatais; se o uso conjunto for inevitável, monitorar a concentração e reduzir a dose
Cafeína e pentoxifilina (derivados da xantina): tiveram a concentração elevada
Fenitoína: níveis podem ficar diminuídos ou aumentados; recomenda-se monitorar durante e logo após o uso conjunto
Metotrexato: pode retardar sua excreção e aumentar o nível sanguíneo
Anti-inflamatórios não esteroides (ex.: ibuprofeno): em estudos com animais, doses muito altas de fluoroquinolonas com certos AINEs desencadearam convulsões (não se refere aos que contêm ácido acetilsalicílico)
Ciclosporina: aumento transitório da creatinina; controlar a creatinina com frequência (duas vezes por semana)
Antagonistas da vitamina K (varfarina, acenocumarol, femprocumona, fluindiona): podem ter o efeito anticoagulante aumentado
Duloxetina e sildenafila: o uso junto com o ciprofloxacino pode aumentar a concentração dessas substâncias no sangue; o médico deve avaliar riscos e benefícios
Clozapina e ropinirol: a concentração da clozapina aumenta; o médico deve monitorar os efeitos indesejáveis e ajustar a dose de clozapina e de ropinirol
Lidocaína: podem ocorrer interações, acompanhadas de efeitos secundários
Zolpidem: pode ter o nível no sangue aumentado; o uso concomitante não é recomendado
Agomelatina: não há dados clínicos de interação com o ciprofloxacino, mas, por ser um inibidor moderado da enzima CYP1A2, efeitos semelhantes aos da fluvoxamina (aumento da agomelatina) podem ser esperados
Informe também ao médico qualquer outro medicamento em uso, inclusive os comprados sem receita.
Os comprimidos devem ser ingeridos inteiros, com líquido, independentemente das refeições (com o estômago vazio, a absorção é mais rápida). Não tome com leite, iogurte ou outras bebidas enriquecidas com minerais; respeite o intervalo de 1 a 2 horas antes ou pelo menos 4 horas depois de antiácidos e suplementos minerais. Se não for possível engolir comprimidos, recomenda-se iniciar o tratamento com ciprofloxacino injetável.
Doses diárias recomendadas para adultos (via oral) — a dose final é sempre definida pelo médico:
Infecções do trato respiratório: 250 mg a 500 mg, 2 vezes ao dia (conforme a gravidade e o microrganismo)
Infecção urinária aguda, não complicada: 250 mg, 1 a 2 vezes ao dia
Cistite em mulheres (antes da menopausa): dose única de 250 mg
Infecção urinária complicada: 250 mg a 500 mg, 2 vezes ao dia
Gonorreia (extragenital e aguda não complicada): dose única de 250 mg
Diarreia: 500 mg, 1 a 2 vezes ao dia
Outras infecções: 500 mg, 2 vezes ao dia
Infecções graves com risco de vida (pneumonia estreptocócica, infecções recorrentes na fibrose cística, infecções ósseas e articulares, septicemia, peritonite — principalmente por Pseudomonas, Staphylococcus ou Streptococcus): 750 mg, 2 vezes ao dia
Fibrose cística em crianças e adolescentes (5 a 17 anos): 20 mg de ciprofloxacino por kg de peso, 2 vezes ao dia (máximo de 1.500 mg por dia)
Antraz por inalação (após exposição): adultos, 500 mg 2 vezes ao dia; crianças, 15 mg/kg 2 vezes ao dia, sem ultrapassar 500 mg por dose (máximo de 1.000 mg por dia). O tratamento deve começar o mais rápido possível após a suspeita ou confirmação da exposição
Idosos: menor dose possível conforme a gravidade e a função renal
Insuficiência renal (adultos): depuração de creatinina de 30 a 60 mL/min (creatinina sérica de 1,4 a 1,9 mg/100 mL) — dose máxima de 1.000 mg por dia; abaixo de 30 mL/min (creatinina sérica igual ou superior a 2 mg/100 mL) — dose máxima de 500 mg por dia. Em hemodiálise, a mesma dose, após cada sessão; em diálise peritoneal ambulatorial contínua, 500 mg por via oral (ou 2 × 250 mg)
Insuficiência hepática (adultos): não é preciso ajustar a dose; se houver também insuficiência renal, usa-se a dose da insuficiência renal, podendo ser necessário monitorar a concentração no sangue. Em crianças com função renal ou hepática alterada, as doses não foram estudadas
Comprimido
A duração depende da gravidade da doença e da evolução clínica e bacteriológica. Em geral, o tratamento deve continuar por pelo menos 3 dias após o desaparecimento da febre e dos sinais clínicos. Duração média em adultos:
1 dia em gonorreia e cistite agudas não complicadas
Até 7 dias em infecções dos rins, do trato urinário e da cavidade abdominal
Em pessoas com defesas baixas, durante todo o período de neutropenia (redução dos glóbulos brancos)
No máximo 2 meses na osteomielite (infecção óssea)
7 a 14 dias nas demais infecções; em infecções estreptocócicas e por Chlamydia, pelo menos 10 dias
Crianças e adolescentes de 5 a 17 anos com fibrose cística: 10 a 14 dias
Antraz por inalação: 60 dias
Se quiser parar antes do previsto por se sentir melhor ou por efeitos colaterais, fale antes com o médico: as bactérias podem voltar a se multiplicar, a doença pode piorar bastante e as bactérias podem ficar resistentes ao medicamento.
Nunca tome duas doses para compensar a esquecida.
Ciprocilin: se faltarem 6 horas ou mais para a próxima dose, tome a esquecida imediatamente e a próxima no horário habitual; se faltarem menos de 6 horas, não tome a esquecida e siga com a próxima dose no horário habitual
Ciprofloxatrin: se faltarem 6 horas ou mais para a próxima dose, tome a esquecida imediatamente e a próxima no horário habitual; se faltarem menos de 6 horas, não tome a esquecida e siga com a próxima dose no horário habitual
Genérico Brainfarma: a dose esquecida deve ser tomada assim que a pessoa se lembrar
Genérico Legrand: tome a dose assim que possível e continue como prescrito; se estiver próximo da dose seguinte, não tome a esquecida e siga o horário habitual; certifique-se de completar o tratamento
Em caso de dúvida, converse com o médico, o cirurgião-dentista ou o farmacêutico.
Em caso de dúvida, consulte um médico ou farmacêutico.
Como todo medicamento, o ciprofloxacino pode causar reações adversas, embora nem todas as pessoas as apresentem. Se tiver sintomas de reação alérgica grave (coceira, erupção na pele, dificuldade para respirar ou inchaço de mãos, garganta, boca ou pálpebras), interrompa o tratamento e procure imediatamente o médico ou o hospital mais próximo. Frequência: comum — até 1 em 10 pessoas; incomum — até 1 em 100; rara — até 1 em 1.000; muito rara — até 1 em 10.000; desconhecida — não pode ser estimada.
Comuns: enjoo e diarreia
Incomuns: infecção por fungos (superinfecção), aumento dos eosinófilos, diminuição do apetite, agitação, dor de cabeça, tontura, distúrbios do sono, alteração do paladar, vômitos, dor abdominal, má digestão e gases, aumento de transaminases e da bilirrubina, erupção na pele, coceira, urticária, dor nas articulações, alteração da função dos rins, dor inespecífica, mal-estar, febre e aumento da fosfatase alcalina
Raras: colite associada a antibiótico, alterações nas células do sangue (leucopenia, neutropenia, anemia, trombocitopenia, leucocitose, plaquetose), reação alérgica e angioedema, alterações da glicemia, confusão mental, desorientação, ansiedade, sonhos anormais, depressão e alucinações, formigamento e dormência, tremores, convulsões, vertigem, alterações da visão, zumbido e perda de audição, taquicardia, dilatação dos vasos, pressão baixa e desmaio, falta de ar, comprometimento do fígado, icterícia e hepatite, sensibilidade à luz e bolhas, dor muscular, artrite, aumento do tônus muscular e cãibras, inflamação dos rins, insuficiência renal, sangue e cristais na urina, inchaço, transpiração excessiva, alteração no exame de coagulação e aumento da amilase
Muito raras: anemia hemolítica, pancitopenia, agranulocitose, falência da medula óssea, choque alérgico e reações semelhantes à doença do soro, reações psicóticas, enxaqueca, distúrbios da coordenação e do olfato, hiperestesia, aumento da pressão intracraniana, distorção das cores, alterações da audição, vasculite, pancreatite, necrose do fígado (que muito raramente evolui para insuficiência hepática), petéquias, eritema nodoso e multiforme, síndrome de Stevens-Johnson e necrólise epidérmica tóxica, fraqueza muscular, tendinite, ruptura de tendão, piora da miastenia grave e alterações do modo de andar
Frequência desconhecida: neuropatia periférica e polineuropatia, prolongamento do intervalo QT, arritmia ventricular e “torsades de pointes”, pustulose exantemática generalizada aguda e aumento do RNI em pacientes que usam antagonistas da vitamina K.
Em situações isoladas, algumas reações graves podem durar mais de 30 dias e ser incapacitantes — tendinite, ruptura de tendão, distúrbios musculoesqueléticos e reações que afetam o sistema nervoso, inclusive psiquiátricas e dos sentidos. Em crianças, a artropatia (inflamação das articulações) é relatada com frequência. Informe qualquer reação indesejável ao médico, ao farmacêutico ou ao serviço de atendimento do fabricante.
Há relatos de toxicidade renal reversível após superdose aguda; a função renal deve ser monitorada e a pessoa mantida bem hidratada. Antiácidos com cálcio ou magnésio podem reduzir a absorção do ciprofloxacino na superdose. Menos de 10% do medicamento é removido por hemodiálise ou diálise peritoneal (bula para profissionais). Se tomar mais do que a dose prescrita, procure socorro médico rapidamente e leve a embalagem ou a bula; a bula do Ciprocilin cita o telefone 0800 722 6001 para mais orientações.
Guarde em temperatura ambiente (de 15 °C a 30 °C), protegido da luz e da umidade e na embalagem original. Não use após o prazo de validade e mantenha fora do alcance das crianças. Antes de usar, observe o aspecto do comprimido; se houver mudança no aspecto, consulte o farmacêutico.
Posso tomar o ciprofloxacino com leite ou iogurte? Evite leite, iogurte e bebidas enriquecidas com minerais junto com o comprimido, porque reduzem a absorção. O cálcio de uma refeição normal não afeta significativamente.
Posso tomar junto com antiácido ou suplemento de ferro, cálcio ou magnésio? Respeite o intervalo: tome o ciprofloxacino 1 a 2 horas antes ou pelo menos 4 horas depois desses produtos.
Posso parar quando os sintomas melhorarem? Não sem falar com o médico. A melhora não significa cura, e parar antes do previsto pode favorecer infecções mais graves e resistência bacteriana.
Posso dirigir durante o tratamento? O ciprofloxacino pode prejudicar a atenção, principalmente com álcool. Ciprocilin e Ciprofloxatrin recomendam não dirigir nem operar máquinas durante todo o tratamento.
Posso doar sangue? Ciprocilin e Ciprofloxatrin contraindicam a doação de sangue durante o tratamento e até 7 dias após o término.
Quando procurar o médico imediatamente? Diante de reação alérgica grave, dor ou inchaço em tendão, dor súbita no abdome, peito ou costas, convulsões, alterações emocionais ou psiquiátricas, formigamento ou dormência, pele ou olhos amarelados, alterações na visão ou batimentos cardíacos irregulares.
Crianças podem usar? Apenas de 5 a 17 anos, em infecção aguda da fibrose cística por Pseudomonas aeruginosa (e no antraz por inalação), sob prescrição médica.
As informações desta página foram extraídas da bula oficial registrada na ANVISA e têm caráter exclusivamente informativo. Não substituem a orientação de um profissional de saúde. Sempre consulte seu médico ou farmacêutico antes de usar qualquer medicamento.
Última atualização: 19 de outubro de 2026