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Cloridrato de Pioglitazona

Medicamento para controlar o açúcar no sangue em pacientes com diabetes tipo II, usado sozinho ou combinado com outros antidiabéticos.

INDICAÇÕES

O Cloridrato de Pioglitazona está indicado como adjuvante de dieta e exercícios físicos para melhorar o controle glicêmico em pacientes com diabetes tipo II (diabetes mellitus não insulinodependente, DMNID). Indicado em monoterapia e para uso combinado com sulfonilureia, metformina ou insulina, quando dieta e exercício associados a um agente único não resultam em controle adequado da glicemia. O acompanhamento deve incluir aconselhamento nutricional, redução de peso quando indicado e exercícios.

POSOLOGIA

A dose inicial recomendada é 15 mg ou 30 mg, com faixa de dose aprovada de 15 a 45 mg. O medicamento deve ser administrado uma vez por dia, por via oral, independentemente da alimentação. Em pacientes idosos, iniciar com a menor dose disponível e aumentar gradualmente. Em insuficiência cardíaca (classes I ou II NYHA), a dose inicial recomendada é 15 mg. Não inicie em pacientes com insuficiência cardíaca (classes III ou IV NYHA).

CONTRAINDICAÇÕES

Pacientes com hipersensibilidade conhecida ao Cloridrato de Pioglitazona ou a qualquer um dos excipientes. O início do tratamento é contraindicado em pacientes com insuficiência cardíaca estabelecida nas Classes III ou IV do New York Heart Association (NYHA). Não deve ser usado em pacientes com diabetes tipo I ou para tratamento de cetoacidose diabética. Não deve ser administrado em pacientes com problemas hereditários raros de intolerância a galactose, deficiência de lactase de Lapp ou má-absorção de glucose-galactose.

REAÇÕES ADVERSAS

Edema, aumento de peso corporal, redução dos níveis de hemoglobina e hematócrito, aumento da creatina quinase, disfunção hepatocelular, edema macular, fraturas ósseas em mulheres. Em ensaios clínicos, edema foi relatado mais frequentemente em pacientes tratados com Cloridrato de Pioglitazona do que com placebo, relacionado à dose. Ganho de peso relacionado com a dose foi observado isoladamente e em combinação com outros agentes hipoglicêmicos.

CUIDADOS E ADVERTÊNCIAS

Estudos sugerem pequeno aumento do risco de câncer de bexiga em pacientes diabéticos tratados com Cloridrato de Pioglitazona, particularmente em tratamento prolongado. Não deve ser iniciado em pacientes com câncer ativo de bexiga e deve ser usado com precaução em pacientes com histórico de câncer de bexiga. Pode causar retenção de fluidos e exacerbar insuficiência cardíaca. Pacientes devem ser monitorados por sinais e sintomas cardíacos. Foram recebidos raros relatos pós-comercialização de disfunção hepática; pacientes devem submeter-se a monitorização das enzimas hepáticas antes do início e periodicamente. Ganho de peso foi observado; o peso deve ser monitorado de perto e pacientes devem aderir a dieta com controle de calorias.

GRAVIDEZ E LACTAÇÃO

Não deve ser usado durante a gravidez exceto quando os benefícios percebidos superem os potenciais riscos à mãe e ao feto. Categoria de risco: C. Não existem dados adequados em humanos que demonstrem a segurança durante a gravidez. Em estudos de reprodução em animais, não foi observada teratogenicidade, mas ocorreu embriotoxicidade em doses elevadas. Não deve ser administrado em mulheres em fase de amamentação, ou a amamentação deve ser descontinuada se o uso for considerado essencial.

SUPERDOSAGEM

A dose máxima reportada ocorreu em estudo clínico onde um paciente tomou 120 mg/dia por 4 dias e após 180 mg/dia por 7 dias, negando qualquer sintoma clínico. Hipoglicemia pode ocorrer quando pioglitazona é dada em combinação com sulfonilureias ou insulina. Em caso de superdosagem, deve ser iniciado tratamento de suporte adequado de acordo com os sintomas e sinais clínicos do paciente. Em caso de intoxicação, ligar para 0800 722 6001.