Medicamento antirretroviral indicado para o tratamento da infecção pelo HIV em adultos e crianças, sempre em associação com outros agentes antirretrovirais.
Lamivudina é indicado para o tratamento da infecção pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV), em adultos e crianças, em associação com outros agentes antirretrovirais.
O uso de Lamivudina é contraindicado a pacientes com hipersensibilidade conhecida à Lamivudina ou a qualquer componente da fórmula. Lamivudina comprimidos é contraindicado para crianças que pesam menos de 14 kg. Para esse grupo de pacientes é recomendado o uso da solução oral.
Adultos, adolescentes e crianças pesando pelo menos 25 kg: 300 mg ao dia, administrando-se 150 mg duas vezes ao dia a cada 12 horas, ou 300 mg uma vez ao dia. Crianças de 14 a menos de 20 kg: metade de um comprimido ranhurado duas vezes ao dia ou um comprimido inteiro uma vez ao dia. Crianças de 20 a menos de 25 kg: metade de um comprimido ranhurado pela manhã e um comprimido inteiro à noite ou um comprimido e meio uma vez ao dia. Crianças com menos de 14 kg: usar solução oral na dose de 4 mg/kg duas vezes ao dia até máximo de 300 mg ao dia. Para insuficiência renal, ajustar conforme clearance de creatinina.
Uso oral. A terapia com Lamivudina deve ser iniciada por um médico experiente no tratamento de adultos e crianças vivendo com HIV. Lamivudina pode ser administrado com ou sem alimentos. O comprimido deve, preferencialmente, ser engolido sem ser amassado. Para pacientes com dificuldade de ingerir comprimidos, podem ser amassados e misturados a líquidos ou pequena quantidade de comida semissólida. Lamivudina solução oral é indicado para pacientes que não consigam engolir comprimidos.
Lamivudina não é recomendado para uso em monoterapia. A terapia antirretroviral não previne o risco de transmissão do HIV através de contato sexual ou contaminação por sangue. Pacientes devem ser mantidos sob rigorosa observação clínica. Risco de pancreatite: suspender o uso se o paciente apresentar dor abdominal, náuseas e vômitos. Risco de acidose láctica e hepatomegalia grave com esteatose. Monitorar níveis de lipídeos séricos e glicose sanguínea. Em pacientes coinfectados com hepatite B, monitorar função hepática se descontinuar o medicamento. Síndrome de Reconstituição Imune pode ocorrer nas primeiras semanas ou meses de tratamento.
Categoria C de risco na gravidez. Lamivudina atravessa a placenta. A administração durante a gravidez só deve ser considerada se os benefícios esperados forem maiores que qualquer risco possível. Especialistas recomendam que mulheres vivendo com HIV não amamentem seus filhos para evitar transmissão do vírus. Lamivudina é eliminada no leite materno em concentrações semelhantes às encontradas no soro.
Pancreatite, acidose láctica, hepatomegalia grave com esteatose, elevação de lipídeos séricos e glicose sanguínea, síndrome de reconstituição imune, infecções oportunistas, distúrbios autoimunes (doença de Graves, polimiosite, síndrome de Guillain-Barre).
Em pacientes com insuficiência renal de moderada a grave, a concentração plasmática (AUC) de Lamivudina é aumentada. A dosagem deve ser reduzida para pacientes com clearance de creatinina < 50 mL/min conforme tabelas específicas. Para doses abaixo de 150 mg é recomendado o uso de solução oral.
Não se faz necessário ajustar a dose em pacientes portadores de disfunção hepática moderada e grave, exceto se acompanhada de insuficiência renal.