Medicamento usado para controlar crises epilépticas em adultos e crianças acima de 6 anos. Pode ser usado sozinho ou combinado com outros remédios para epilepsia.
O levetiracetam é usado para tratar epilepsia e controlar crises epilépticas. Pode ser usado sozinho (monoterapia) em pacientes com 16 anos ou mais que tiveram diagnóstico recente de epilepsia com crises focais ou parciais. Também é usado junto com outros medicamentos antiepilépticos (terapia adjuvante) para tratar: crises focais ou parciais em crianças acima de 6 anos e adolescentes; crises mioclônicas em crianças acima de 12 anos com epilepsia mioclônica juvenil; e crises tônico-clônicas generalizadas em crianças acima de 6 anos com epilepsia idiopática generalizada.
O mecanismo exato de ação do levetiracetam não é totalmente conhecido. Sabe-se que ele atua no sistema nervoso central para ajudar a controlar as crises epilépticas.
Você não deve usar este medicamento se tem alergia ao levetiracetam, a outros derivados de pirrolidona (como piracetam) ou a qualquer outro componente da fórmula. Mulheres grávidas não devem usar sem orientação médica, pois pode haver risco de malformações no bebê. A amamentação não é recomendada durante o tratamento.
Engula os comprimidos com água ou outro líquido. A dose diária deve ser dividida em duas doses iguais, tomadas a cada 12 horas, aproximadamente no mesmo horário todos os dias. Pode ser tomado com ou sem alimentos. Para monoterapia em maiores de 16 anos: comece com 250 mg duas vezes ao dia, aumentando para 500 mg duas vezes ao dia após 2 semanas, podendo chegar até 1500 mg duas vezes ao dia conforme orientação médica. Para terapia adjuvante em adultos e adolescentes com 50 kg ou mais: dose inicial de 500 mg duas vezes ao dia, podendo aumentar até 1500 mg duas vezes ao dia. Para crianças de 6 a 11 anos ou adolescentes com menos de 50 kg: a dose é calculada pelo peso (10 mg/kg duas vezes ao dia, podendo aumentar até 30 mg/kg duas vezes ao dia). Siga exatamente as orientações do seu médico. Não interrompa o tratamento sem consultar o médico.
Se esquecer de tomar uma ou mais doses, contate seu médico. Não tome uma dose em dobro para compensar a dose esquecida. Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou médico.
Efeitos muito comuns (mais de 10% dos pacientes): fraqueza, sonolência, inflamação da nasofaringe, aumento da pressão arterial em crianças, redução da densidade mineral óssea. Efeitos comuns (1% a 10%): perda de apetite, aumento de peso, comportamento anormal, agressividade, depressão, hostilidade, insônia, alteração de humor, fadiga, inchaço nas extremidades, perda de memória, falta de coordenação, confusão, tontura, tremor, formigamento ou dormência, visão dupla, visão borrada, inflamação dos olhos, dor nas articulações, dor no pescoço, tosse, congestão nasal, dor de garganta, diarreia, gastroenterite, náusea, dor abdominal. Efeitos raros ou de frequência desconhecida: redução de células do sangue (pancitopenia, agranulocitose, leucopenia, neutropenia), reações alérgicas graves, baixa concentração de sódio no sangue, pensamentos suicidas, tentativa de suicídio, alucinações, movimentos involuntários anormais, letargia, alteração na forma de andar, problemas no fígado, perda de cabelo, reações graves de pele (síndrome de Stevens-Johnson, necrólise epidérmica tóxica), inchaço de garganta, fraqueza muscular, destruição de fibras musculares, inflamação do pâncreas. Informe ao médico qualquer reação indesejada.
Se tomar mais comprimidos do que deveria, os possíveis efeitos são: sonolência excessiva, agitação, agressão, diminuição da consciência, dificuldade para respirar e coma. Procure imediatamente um pronto-socorro e leve a embalagem ou bula do medicamento. Você pode ligar para 0800 722 6001 para orientações.
Avise seu médico se tem doença nos rins ou no fígado, ou se é idoso, pois pode ser necessário ajustar a dose. Se notar aumento na gravidade ou frequência das crises, contate o médico. Um pequeno número de pessoas que começaram a tomar medicamentos antiepilépticos teve pensamentos de autoagressão ou suicídio; se tiver sintomas de depressão ou ideias suicidas, contate imediatamente o médico. Informe o médico se tem transtornos psiquiátricos ou mudanças de comportamento como agressividade, agitação, raiva, ansiedade, apatia, depressão, hostilidade, irritabilidade ou transtornos psicóticos. Não interrompa o tratamento abruptamente; o medicamento deve ser descontinuado gradualmente para evitar aumento das crises. Se tiver fraqueza, febre, infecções recorrentes ou problemas de coagulação, procure o médico para fazer contagem de células sanguíneas. O medicamento pode reduzir sua capacidade de dirigir veículos ou operar máquinas, especialmente no início do tratamento ou após aumento de dose, pois pode causar sonolência e outros sintomas do sistema nervoso. Tenha cautela ao realizar essas atividades. Este medicamento contém óxido de ferro amarelo que pode causar reações alérgicas em algumas pessoas. Mulheres em idade fértil devem ser monitoradas pelo médico durante o tratamento. Se estiver grávida ou achar que está, informe ao médico. Mantenha o medicamento longe do alcance de crianças.
Não foi observada interação do levetiracetam com outros medicamentos antiepilépticos como fenitoína, carbamazepina, ácido valproico, fenobarbital, gabapentina, primidona, topiramato e lamotrigina. Não há interação com contraceptivos orais (pílula anticoncepcional), digoxina ou varfarina. Não se conhece o efeito de antiácidos sobre a absorção do levetiracetam. O laxante macrogol pode reduzir a eficácia do levetiracetam, então não tome macrogol dentro de 1 hora antes ou depois de tomar levetiracetam. Os alimentos não alteram significativamente o nível do medicamento no sangue, podendo ser tomado com ou sem alimentos. Como medida de precaução, não beba bebidas alcoólicas durante o tratamento. Informe ao médico ou dentista todos os outros medicamentos que está usando, pois alguns podem interagir com o levetiracetam.
Guarde o medicamento em temperatura ambiente, entre 15°C e 30°C, na embalagem original. Não use o medicamento se o prazo de validade tiver vencido. Verifique a data de validade na embalagem. Antes de usar, observe se o comprimido apresenta alguma mudança de aspecto; se estiver dentro do prazo de validade mas tiver alterações, consulte o farmacêutico. Mantenha o medicamento longe do alcance das crianças.
As informações desta página foram extraídas da bula oficial registrada na ANVISA e têm caráter exclusivamente informativo. Não substituem a orientação de um profissional de saúde. Sempre consulte seu médico ou farmacêutico antes de usar qualquer medicamento.
Última atualização: 28 de maio de 2026