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Metildopa

Medicamento anti-hipertensivo usado para tratar pressão alta leve, moderada ou grave. Especialmente indicado para hipertensão na gravidez.

INDICAÇÕES

Este medicamento é destinado ao tratamento de hipertensão (leve, moderada ou grave).

CONTRAINDICAÇÕES

Metildopa é contraindicado para pacientes com hepatopatia ativa (hepatite aguda e cirrose ativa), hipersensibilidade a qualquer componente do produto (incluindo distúrbios hepáticos associados à terapia anterior com metildopa), em tratamento com inibidores da monoaminoxidase (MAO). Este medicamento é contraindicado para o uso em crianças.

POSOLOGIA

Adultos: posologia inicial usual é de 250 mg duas ou três vezes ao dia nas primeiras 48 horas. A posologia diária pode ser aumentada ou diminuída a intervalos não inferiores a 2 dias. Posologia diária máxima recomendada é de 3 g. Pacientes com insuficiência renal podem responder a doses menores. Idosos devem receber doses mais baixas. Este medicamento não deve ser partido ou mastigado.

SUPERDOSE

A superdose aguda pode proporcionar hipotensão aguda, sedação excessiva, fraqueza, bradicardia, tontura, aturdimento, constipação, distensão, flatulência, diarreia, náuseas e vômito. No caso de superdosagem, devem ser empregadas medidas sintomáticas e de suporte. Se a ingestão for recente, lavagem gástrica ou êmese podem reduzir a absorção. Procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento. Ligue para 0800722 6001.

CUIDADOS E ADVERTÊNCIAS

Anemia hemolítica adquirida pode ocorrer raramente. Alguns pacientes desenvolvem teste de Coombs direto positivo (incidência entre 10% e 20%). Raramente ocorre leucopenia reversível e trombocitopenia reversível. Febre pode ocorrer nas 3 primeiras semanas. Icterícia e disfunção hepática podem ocorrer, raramente com necrose hepática fatal. Durante as primeiras 6 a 12 semanas de tratamento, devem ser feitas provas de função hepática, leucometria e contagem diferencial. Se ocorrer febre, anormalidades nas provas funcionais hepáticas ou icterícia, deve-se interromper o tratamento. A metildopa não deve ser reiniciada em tais pacientes. Pacientes podem requerer doses reduzidas de anestésicos. A metildopa é removida por diálise. Pode interferir em exames laboratoriais de ácido úrico urinário, creatinina sérica, TGO e catecolaminas urinárias. Não é recomendada para feocromocitoma. Contém corantes que podem causar reações alérgicas.

GRAVIDEZ E LACTAÇÃO

Categoria de risco B. Não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica. Metildopa foi usado sob rigorosa supervisão clínica e obstétrica no tratamento de hipertensão durante a gravidez. Não houve evidência clínica de que causasse anormalidades fetais ou afetasse o recém-nascido. Relatos indicam que possibilidades de danos fetais parecem remotas. Em estudos clínicos, foi associado à melhora na evolução do feto. A metildopa atravessa a barreira placentária e aparece no sangue do cordão umbilical. Aparece no leite materno; devem ser tomadas precauções se administrado a mães que estejam amamentando.

USO EM IDOSOS

Síncope pode relacionar-se à maior sensibilidade e à vasculopatia aterosclerótica avançada. Esse tipo de evento pode ser evitado com a administração de doses mais baixas.

DIREÇÃO DE VEÍCULOS E OPERAÇÃO DE MÁQUINAS

Possíveis efeitos adversos como tontura e aturdimento podem afetar a capacidade de alguns pacientes de dirigir ou operar máquinas.

REAÇÕES ADVERSAS E EFEITOS COLATERAIS

Sistema Nervoso Central - Comuns: sedação (geralmente transitória), cefaleia e tontura. Incomuns: astenia, fraqueza, parestesias, distúrbios psíquicos, pesadelos, redução da acuidade mental, psicoses ou depressão leves e reversíveis. Raros: parkinsonismo, paralisia de Bell, movimentos coreoatetóticos involuntários, sintomas de insuficiência vascular cerebral. Desconhecido: aturdimento. Cardiovasculares - Comuns: hipotensão ortostática, edema e aumento de peso. Raros: bradicardia, hipersensibilidade prolongada do seio carotídeo, agravamento da angina. Distúrbios gastrintestinais - Comuns: náuseas, vômito, diarreia, leve secura da boca. Raros: distensão, prisão de ventre, flatulência, colite, língua dolorida ou preta, pancreatite, sialoadenite. Distúrbios hepáticos - Raros: hepatite, icterícia, testes de função hepática anormais. Distúrbios hematológicos - Comuns: teste de Coombs positivo. Raros: anemia hemolítica, depressão da medula óssea, leucopenia, granulocitopenia, trombocitopenia, eosinofilia, testes positivos para anticorpo antinuclear, células LE e fator reumatóide. Alérgicos - Comuns: febre de origem medicamentosa, angioedema e urticária. Raros: síndrome semelhante ao lúpo, miocardite e pericardite. Dermatológicos - Raros: erupções cutâneas, eczema, erupção liquenóide, necrólise epidérmica tóxica. Outros - Comuns: congestão nasal, impotência, diminuição da libido. Raros: elevação do nitrogênio uréico no sangue, aumento de volume da mama, ginecomastia, lactação, amenorreia, artralgia leve, mialgia. Muito raro: hiperprolactinemia.

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS

Lítio: quando administrado concomitantemente, o paciente deve ser cuidadosamente monitorado quanto a sintomas de toxicidade por lítio. Outras medicações antihipertensivas: pode ocorrer potencialização da ação anti-hipertensiva. Ferro: redução da biodisponibilidade da metildopa quando ingerida com sulfato ferroso ou gluconato ferroso, afetando adversamente o controle da pressão arterial. Haloperidol: interações relatadas.

AÇÃO DA SUBSTÂNCIA

A alfa-metildopa vem sendo largamente utilizada e estudada há mais de 50 anos. Estudos comprovaram sua eficácia e segurança nos casos de hipertensão arterial leve a severa. Uma de suas melhores indicações atuais é nas desordens hipertensivas da gravidez e na hipertensão crônica em pacientes no período gestacional, graças à ampla experiência quanto à segurança para a mãe e o feto. Os anti-hipertensivos considerados seguros para uso na gravidez são o labetalol, a alfa-metildopa e a nifedipina.