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Ampicilina

Antibiótico penicilínico usado para tratar infecções bacterianas do trato urinário, respiratório, digestivo e outras infecções causadas por microrganismos sensíveis.

INDICAÇÕES

Ampicilina está indicada no tratamento de infecções causadas por microrganismos sensíveis à ampicilina, tais como infecções do trato urinário, respiratório, digestivo e biliar. Infecções localizadas ou sistêmicas especialmente as causadas por microrganismos do grupo esterococos, infecções por bacilos gram-negativos como Neisseria gonorrhoeae, Neisseria meningitidis, Haemophilus, Shigella, Salmonella e E. coli. Também indicada nas infecções bucais, extrações infectadas e outras intervenções cirúrgicas.

CONTRAINDICAÇÕES

Ampicilina é contraindicada para pacientes com história de reações de hipersensibilidade às penicilinas e/ou demais componentes da formulação. Não deve ser administrada a pacientes sensíveis às cefalosporinas devido a ocorrência de reação alérgica cruzada.

MODO DE USO

Cápsula: deve ser deglutida com um pouco de líquido, 30 minutos a 1 hora antes das refeições. Não deve ser partido, aberto ou mastigado. Pó para solução injetável: pode ser administrado por via intramuscular, intravenosa direta ou intravenosa contínua, conforme orientação médica. A solução deve ser utilizada em até uma hora após a reconstituição.

POSOLOGIA

Vias Respiratórias: Adultos 200-500 mg a cada 6 horas; Crianças 25-50 mg/kg/dia em doses iguais a cada 6-8 horas. Trato Gastrintestinal: Adultos 500 mg a cada 6 horas; Crianças 50-100 mg/kg/dia em doses iguais a cada 6-8 horas. Vias Geniturinárias: Adultos 500 mg a cada 6 horas; Crianças 50-100 mg/kg/dia em doses iguais a cada 6-8 horas. Meningite Bacteriana: Adultos 8-14 g a cada 24 horas; Crianças 100-200 mg/kg/dia. Doses menores que as recomendadas não devem ser utilizadas.

SUPERDOSE

As penicilinas apresentam toxicidade direta mínima ao homem. O perigo potencial associado à administração de altas doses por via parenteral é o possível efeito irritante sobre o sistema nervoso central e periférico, podendo causar ataque epileptiforme. Pacientes com disfunção renal são mais susceptíveis a alcançar níveis sanguíneos tóxicos. A ampicilina pode ser removida por hemodiálise. Em caso de intoxicação ligue para 0800 722 6001.

CUIDADOS E PRECAUÇÕES

Recomenda-se realização de testes bacteriológicos antes da instituição de medicação antimicrobiana. Reações de hipersensibilidade sérias e ocasionalmente fatais foram registradas. Antes de iniciar terapêutica com penicilinas deve-se realizar anamnese criteriosa sobre história de hipersensibilidade. A possibilidade de superinfecção deve ser avaliada quando o produto for utilizado por tempo prolongado. Avaliações periódicas das funções renal, hepática e hematopoética devem ser realizadas durante tratamentos prolongados.

USO NA GRAVIDEZ E LACTAÇÃO

Categoria B de risco na gravidez. Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista. Pequenas concentrações de ampicilina foram detectadas no leite materno. Ampicilina deve ser administrada com cautela para mulheres que estão em fase de amamentação.

REAÇÕES ADVERSAS

Reações comuns: cefaleia, estomatite por Candida, náusea, vômito, diarreia, vulvovaginite por Candida. Reações incomuns: hipotensão arterial, erupção cutânea generalizada, prurido, urticária, edema por retenção hídrica, dispneia, dor epigástrica. Reações raras: trombose venosa, tromboflebite, doença hepática, colite pseudomembranosa, nefrite intersticial, insuficiência renal aguda, necrose epidérmica tóxica, eritema multiforme, síndrome de Stevens-Johnson, convulsões, anafilaxia, entre outras.

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS

Pacientes recebendo alopurinol parecem estar predispostos ao desenvolvimento de erupções cutâneas induzidas pela ampicilina. A ampicilina tem sido associada com redução na excreção urinária de estrógenos endógenos e casos isolados de irregularidade menstrual e gravidez não planejada em pacientes recebendo contraceptivos orais. A probenecida diminui a taxa de excreção das penicilinas, prolongando e aumentando seus níveis séricos. As penicilinas não devem ser misturadas com aminoglicosídeos.

AÇÃO DA SUBSTÂNCIA

Ampicilina é um antibiótico beta-lactâmico do grupo das penicilinas que atua inibindo a síntese da parede celular bacteriana, sendo eficaz contra diversos microrganismos gram-positivos e gram-negativos sensíveis.