Contraceptivo de emergência em comprimido para prevenir gravidez após relação sexual desprotegida, e sistema intrauterino para contracepção de longa duração e proteção endometrial.
Comprimido: Prevenção de gravidez após relação sexual sem proteção contraceptiva ou suspeita de falha do método anticoncepcional (ruptura de preservativo, deslocamento de diafragma, falha do coito interrompido, cálculo incorreto do método periódico, expulsão de DIU, uso incorreto de pílula, relação sexual desprotegida, agressão sexual). Sistema intrauterino: Contracepção, menorragia idiopática, prevenção da hiperplasia endometrial na terapia de reposição estrogênica.
Comprimido: Sangramento genital anormal ou de origem desconhecida, hipersensibilidade aos componentes, gravidez confirmada ou suspeita (categoria X), uso por homens. Sistema intrauterino: Suspeita ou diagnóstico de gravidez, doença inflamatória pélvica atual ou recorrente, infecção do trato genital inferior, endometrite pós-parto, aborto infectado nos últimos 3 meses, cervicite, displasia cervical, tumor maligno uterino ou cervical, tumores progestógeno-dependentes, sangramento uterino anormal não-diagnosticado, anomalia uterina congênita ou adquirida (incluindo leiomiomas com deformação da cavidade), condições com aumento de susceptibilidade a infecções, doença hepática aguda ou tumor hepático, hipersensibilidade ao princípio ativo ou excipientes.
Comprimido: Administrar por via oral o mais breve possível após relação sexual desprotegida, não ultrapassando 72 horas. Dose máxima: 1 comprimido de 1,5 mg ao dia em dose única. Se vômito ocorrer dentro de 4 horas, repetir a dose. Sistema intrauterino: Inserir uma unidade na cavidade uterina, eficaz por 5 anos. Taxa de liberação inicial de aproximadamente 20 mcg/24h, reduzida para 10 mcg/24h após 5 anos. Taxa média de 14 mcg/24h por até 5 anos.
Comprimido: Via oral, dose única de 1,5 mg. Sistema intrauterino: Inserção na cavidade uterina dentro de 7 dias após início da menstruação ou imediatamente após abortamento de primeiro trimestre. Substituição pode ser feita em qualquer fase do ciclo. Inserção pós-parto deve ser adiada até involução completa do útero (mínimo 6 semanas, máximo 12 semanas). Remoção: Puxar cuidadosamente os fios com pinça após 5 anos de uso. Novo sistema pode ser inserido imediatamente.
Levonorgestrel não deve ser usado como método anticoncepcional de rotina. Não protege contra doenças sexualmente transmissíveis. Não protege para relações sexuais desprotegidas anteriores ou posteriores ao seu uso. Após uso, utilizar outros métodos anticoncepcionais até próxima menstruação. Fazer exame de laboratório antes do tratamento para verificar gravidez. Causa malformação fetal se usado durante gravidez. Passa para leite humano; suspender amamentação temporariamente nas primeiras 6 semanas pós-parto. Se menstruação atrasar mais de 7 dias, avaliar possibilidade de gravidez. Em caso de falha, verificar se gravidez é tópica ou ectópica. Atraso ou irregularidade menstrual com dor abdominal inferior requer exclusão de gravidez ectópica.
Realizar exame ginecológico para determinar tamanho e posição do útero, detectar infecção genital aguda ou contraindicações, excluir gravidez. Visualizar cérvice com espéculo e fazer assepsia com solução antisséptica. Pinçar delicadamente lábio anterior da cérvice para estabilizar útero. Introduzir histerômetro para medir profundidade e confirmar direção do útero. Abrir invólucro estéril, empurrar guia de deslizamento para retrair endoceptivo no tubo de inserção. Ajustar anel de medição conforme profundidade uterina. Introduzir insertor através da cérvice até anel estar 1,5-2,0 cm da cérvice. Puxar guia de deslizamento para abrir hastes horizontais (aguardar 5-10 segundos). Empurrar insertor gentilmente até fundo do útero. Liberar sistema retraindo guia de deslizamento. Remover insertor e cortar fios deixando 2-3 cm visíveis. Verificar posicionamento com ultrassom se necessário.
Pacientes pediátricos: Eficácia e segurança do sistema intrauterino estabelecidas em mulheres em idade reprodutiva. Sem indicações relevantes antes da menarca. Pacientes idosas: Sistema intrauterino não foi estudado em mulheres acima de 65 anos. Insuficiência hepática: Sistema intrauterino contraindicado em doença hepática aguda ou tumor hepático. Insuficiência renal: Sistema intrauterino não foi estudado em mulheres com insuficiência renal.