Medicamento antimalárico usado para tratar doenças reumáticas, lúpus, artrite reumatoide e malária. Atua interferindo na atividade enzimática e na resposta imunológica.
O sulfato de hidroxicloroquina é indicado para o tratamento de: Afecções reumáticas e dermatológicas (reumatismo e problemas de pele); Artrite reumatoide (inflamação crônica das articulações); Artrite reumatoide juvenil (em crianças); Lúpus eritematoso sistêmico (doença multissistêmica); Lúpus eritematoso discoide (lúpus eritematoso da pele); Condições dermatológicas (problemas de pele) provocadas ou agravadas pela luz solar; Malária (doença causada por protozoários) - tratamento das crises agudas e tratamento supressivo de malária por Plasmodium vivax, P. ovale, P. malariae e cepas sensíveis de P. falciparum; Tratamento radical da malária provocada por cepas sensíveis de P. falciparum.
O sulfato de hidroxicloroquina possui diversas ações farmacológicas, tais como interferência com a atividade enzimática, ligação ao DNA, inibição da formação de prostaglandinas, ruptura das células dos protozoários e possível interferência no aumento de produção de células de defesa. Em doenças reumáticas sua função é a inibição da interação antígeno-anticorpo, a inibição da síntese de interleucina-1 (IL-1) e da degradação da cartilagem induzida por esta citocina, além de inibir as funções lisossomais dos fagócitos e dos macrófagos.
O sulfato de hidroxicloroquina é contraindicado em pacientes com alergia conhecida aos componentes da fórmula, aos derivados da 4-aminoquinolina e pacientes que apresentam maculopatias pré-existentes (distúrbios visuais). Este medicamento é contraindicado para menores de 6 anos. Só o médico pode decidir sobre o uso durante a gravidez e amamentação.
Doenças reumáticas: A ação é cumulativa e exigirá várias semanas para exercer efeitos terapêuticos. Lúpus eritematoso sistêmico e discoide - Dose inicial: 400 a 800 mg diários; Dose de manutenção: 200 a 400 mg diários. Artrite reumatoide - Dose inicial: 400 a 600 mg diários; Dose de manutenção: 200 a 400 mg diários. Artrite crônica juvenil: não exceder 6,5 mg/kg de peso/dia, até 400 mg diários. Doenças fotossensíveis: 400 mg/dia inicialmente, reduzindo para 200 mg/dia. Malária - Tratamento supressivo adulto: 1 comprimido de 400 mg semanalmente; Crianças: 6,5 mg/kg semanalmente. Tratamento da crise aguda adulto: dose inicial de 800 mg seguida de 400 mg após 6 a 8 horas e 400 mg diários em 2 dias consecutivos (total de 2 g). Crianças: dose total de 32 mg/kg (não superior a 2 g) dividida em 3 dias.
O sulfato de hidroxicloroquina deve ser tomado durante uma refeição, ou com um copo de leite. A administração deve ser somente por via oral, conforme recomendado pelo médico. Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento. Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico. Este medicamento não deve ser partido, aberto ou mastigado.
Se você acidentalmente tomar mais hidroxicloroquina do que deveria, informe imediatamente um médico. Os sintomas de superdose podem incluir dor de cabeça, distúrbios da visão, choque cardiovascular, convulsões, hipocalemia (diminuição da concentração de potássio no sangue) e alterações do ritmo cardíaco, incluindo prolongamento do intervalo QT, torsades de pointes, taquicardia ventricular e fibrilação ventricular. O estômago deverá ser imediatamente esvaziado, por vômito provocado ou por lavagem gástrica. Carvão finamente pulverizado numa dose de pelo menos 5 vezes a da superdose pode inibir uma posterior absorção. Se necessário, deverão ser instituídos suporte respiratório e medidas de tratamento do choque.
Caso esqueça de administrar uma dose, administre-a assim que possível. No entanto, se estiver próximo do horário da dose seguinte, espere por este horário. Nunca devem ser administradas duas doses ao mesmo tempo.
Uma redução da dose pode ser necessária em pacientes com doença hepática ou renal. Recomenda-se cautela a pacientes com problemas gastrintestinais, neurológicos ou hematológicos, e àqueles com alergia à quinina, deficiência de glicose-6-fosfato desidrogenase, porfiria ou psoríase. Crianças pequenas são particularmente sensíveis aos efeitos tóxicos das 4-aminoquinolinas. A hidroxicloroquina pode causar alterações do ritmo cardíaco, distúrbios musculares e nervosos, distúrbios renais e problemas de saúde mental. Pacientes deverão ser alertados quanto a dirigir veículos e operar máquinas, pois a hidroxicloroquina pode alterar a acomodação visual e provocar visão turva. Aconselha-se hemograma periódico e suspensão do tratamento caso surjam alterações hematológicas.
O uso da hidroxicloroquina pode estar associada a um pequeno risco elevado de malformações graves e é desaconselhado durante a gravidez, exceto quando, na opinião do médico, os benefícios potenciais individuais superarem os riscos. Sulfato de hidroxicloroquina não deve ser usado durante a amamentação, a menos que seu médico considere que os benefícios superam os riscos. A hidroxicloroquina é excretada no leite materno (menos de 2% da dose materna após correção do peso corporal). Apenas o médico pode decidir sobre o uso durante a gravidez e amamentação.
Casos graves de lesão hepática induzida por drogas (DILI), incluindo lesão hepatocelular, hepatite aguda e insuficiência hepática fulminante foram relatados durante o uso de sulfato de hidroxicloroquina. A avaliação clínica imediata e a medição dos testes de função hepática devem ser realizadas em pacientes que relatam sintomas que possam indicar lesão hepática. A reativação do vírus da hepatite B foi relatada em pacientes tratados com hidroxicloroquina. Converse com seu médico se você tem uma infecção crônica inativa pelo vírus da hepatite B. Se você tem ou teve miastenia, fale com seu médico. A hidroxicloroquina não é eficaz contra cepas de Plasmodium falciparum resistentes à cloroquina.