Medicamento injetável que aumenta a pressão arterial e melhora a circulação sanguínea. Usado em hospitais para tratar quedas de pressão durante anestesia e em situações de choque.
Este medicamento é usado para tratar ou prevenir quedas perigosas de pressão arterial que podem ocorrer durante anestesia (adormecimento para cirurgias). Também é usado para tratar o choque, que é uma situação grave onde a pressão cai muito e não melhora apenas com soro na veia.
A efedrina funciona contraindo os vasos sanguíneos do corpo, fazendo a pressão arterial subir e aumentando a quantidade de sangue que chega ao coração. O efeito começa imediatamente após a injeção, que pode ser aplicada na veia, no músculo ou sob a pele.
Não use este medicamento se você tem alergia a efedrina ou a substâncias parecidas. Também não deve ser usado se você tem glaucoma de ângulo estreito, batidas irregulares do coração (taquiarritmias ou fibrilação ventricular), ou se está recebendo certos tipos de anestesia (ciclopropano ou halotano). Não deve ser usado em grávidas com pressão alta (acima de 130/80), em pessoas com tireoide acelerada, tumor da glândula adrenal, diabetes descontrolado, pressão alta ou problemas cardíacos graves.
Este medicamento só é administrado por profissionais de saúde em ambiente hospitalar, por injeção intramuscular, subcutânea (sob a pele) ou intravenosa (na veia). A dose varia conforme a situação: para tratar queda de pressão em adultos, a dose usual é de 5 a 25 mg na veia, podendo repetir em 5 a 10 minutos se necessário. Para prevenir queda de pressão durante parto, usa-se 30 mg no músculo. Para choque, a dose é de 25 a 50 mg no músculo ou sob a pele. A dose máxima diária não deve ultrapassar 150 mg. Em crianças, a dose é calculada pelo peso (2 a 3 mg/kg por dia).
Como este medicamento é administrado por profissional de saúde em hospital, não há risco de esquecimento. O médico controla quando e como aplicar conforme a necessidade do paciente.
Os efeitos colaterais mais comuns são: pressão alta, palpitações (sensação de coração acelerado), batidas rápidas do coração, náuseas, vômitos, tremores, ansiedade e dificuldade para urinar (especialmente em homens). Em casos raros podem ocorrer: problemas cardíacos graves, infarto, espasmos nas artérias do coração, alterações psicológicas com alucinações ou paranoia, rash na pele, reações alérgicas e cálculos nos rins. Informe ao médico qualquer reação indesejável.
Se uma dose muito alta for administrada, a pressão sobe demais e pode causar tremores, convulsões, náuseas, vômitos, febre, comportamento estranho, batidas muito rápidas do coração, visão turva, inchaço dos pulmões, coma e parada respiratória. O tratamento inclui: garantir respiração adequada, monitorar sinais vitais e coração, usar medicamentos para controlar batidas irregulares (betabloqueadores), controlar pressão alta com nitroprussiato de sódio ou nitroglicerina, e tratar convulsões com diazepam. Em caso de superdose, procure imediatamente um hospital e leve a embalagem do medicamento.
Este medicamento deve ser administrado apenas em hospital sob supervisão médica rigorosa. Pode causar pressão muito alta levando a hemorragia cerebral, ou desencadear angina em quem tem problemas cardíacos. Use com cuidado se tem tireoide acelerada, problemas cardíacos, batidas irregulares, diabetes ou pressão instável. Crianças são mais sensíveis aos efeitos. Idosos precisam de cuidado especial, principalmente se têm dificuldade para urinar. Não dirija nem opere máquinas após receber este medicamento. Este medicamento pode causar doping em testes antidoping. Não use se a solução não estiver clara ou a ampola estiver danificada. Proteja a ampola da luz até usar.
Não use efedrina junto com outros medicamentos que aumentam a pressão (como dopamina, epinefrina, norepinefrina, fenilefrina). Medicamentos que bloqueiam certos receptores (como labetalol, doxazosina) reduzem o efeito da efedrina. Betabloqueadores podem bloquear os efeitos da efedrina. Anestésicos como ciclopropano aumentam risco de batidas irregulares. Inibidores de MAO aumentam muito o efeito da efedrina. Medicamentos para pressão alta (guanetidina, metildopa, reserpina) podem ter seu efeito reduzido. Antidepressivos tricíclicos aumentam risco de pressão alta e batidas irregulares. Diuréticos reduzem a resposta da efedrina. Atropina aumenta o efeito pressórico. Teofilina aumenta efeitos colaterais. Digitálicos aumentam risco de batidas irregulares. Cocaína aumenta riscos cardíacos. Canabinoides aumentam aceleração do coração. Ergotamina e derivados causam vasoconstrição perigosa. Informe ao médico todos os medicamentos que está usando.
Guarde o medicamento na embalagem original em temperatura ambiente entre 15°C e 30°C. O medicamento é válido por 24 meses a partir da data de fabricação (veja no cartucho). Não use se o prazo de validade venceu. Antes de usar, verifique se o líquido está claro, incolor ou levemente amarelado, sem partículas estranhas. Se notar mudanças no aspecto, consulte o farmacêutico. Mantenha longe do alcance de crianças.
As informações desta página foram extraídas da bula oficial registrada na ANVISA e têm caráter exclusivamente informativo. Não substituem a orientação de um profissional de saúde. Sempre consulte seu médico ou farmacêutico antes de usar qualquer medicamento.
Última atualização: 28 de maio de 2026