Medicamento anestésico injetável usado em procedimentos cirúrgicos e diagnósticos. Produz anestesia rápida com alívio da dor e mantém os reflexos de proteção das vias aéreas.
Este medicamento é um anestésico usado para adormecer pacientes durante procedimentos cirúrgicos e diagnósticos que não precisam de relaxamento muscular. Pode ser usado como anestésico único em procedimentos curtos ou como complemento de outros anestésicos. É indicado para: pequenas cirurgias de pele, procedimentos nos olhos/ouvidos/nariz/boca, extrações dentárias, procedimentos no reto, cirurgias ginecológicas, partos normais ou cesárea, cirurgias ortopédicas, cateterismo cardíaco e em pacientes de alto risco com funções vitais comprometidas.
A escetamina é um anestésico que age rapidamente no cérebro, produzindo um estado de anestesia chamado 'dissociativa'. Ela causa profunda analgesia (alívio da dor) enquanto mantém os reflexos normais das vias aéreas e o tônus muscular normal ou ligeiramente aumentado. O medicamento estimula levemente o coração e a respiração. Após injeção intravenosa, o efeito começa em 45 minutos (fase inicial) com meia-vida de 10-15 minutos. O corpo transforma a escetamina em um metabólito ativo chamado norcetamina. A meia-vida final é cerca de 2,5 horas. A escetamina é 2 vezes mais potente que a cetamina comum e causa menos alucinações.
Não use este medicamento se você tem alergia conhecida à cetamina ou escetamina, ou se tem porfiria (doença rara do sangue). Use com cuidado se tem pressão alta, histórico de acidente vascular cerebral (AVC) ou insuficiência cardíaca severa, pois o medicamento pode aumentar a pressão arterial. Não use durante a gravidez ou amamentação sem orientação médica. O medicamento deve ser administrado apenas por médico experiente em anestesia geral.
Este medicamento é injetado por via intravenosa ou intramuscular, sempre por profissional médico. A dose varia conforme a idade, peso e necessidade do paciente. Via intramuscular: dose usual é 10 mg/kg, produzindo anestesia em 3-4 minutos com duração de 12-25 minutos. Via intravenosa: dose inicial de 1-4,5 mg/kg, sendo 2 mg/kg a dose média, administrada lentamente em 60 segundos. Doses adicionais podem ser dadas para manter a anestesia. O medicamento pode ser diluído em soro fisiológico 0,9% ou glicose 5%. Não misture com barbitúricos na mesma seringa. Não misture com diazepam na mesma seringa.
Este medicamento é administrado por profissional médico durante procedimento anestésico, não sendo aplicável o conceito de 'esquecer de tomar'. O médico anestesiologista controla toda a administração.
Durante a recuperação, podem ocorrer sonhos agradáveis, imagens vividas, alucinações ou delírio em alguns pacientes. Estes sintomas são menos frequentes com escetamina do que com cetamina comum e geralmente duram poucas horas. Podem ocorrer movimentos involuntários dos membros durante a anestesia, o que não significa anestesia superficial. Pode haver depressão respiratória leve e transitória. Aumento temporário da pressão arterial é esperado. Confusão pode ocorrer no período pré e pós-operatório. Vômitos podem ocorrer após o uso. Estes efeitos são menos frequentes em crianças menores de 15 anos e idosos acima de 65 anos.
A escetamina tem ampla margem de segurança. Casos de superdose acidental (até 10 vezes a dose normal) foram seguidos por recuperação completa, embora demorada. Se houver superdose, pode ocorrer depressão respiratória mais intensa, exigindo suporte ventilatório. O médico pode usar equipamento de ressuscitação e ventilação mecânica se necessário. Não existe antídoto específico.
Não dirija veículos ou opere máquinas por 24 horas ou mais após o procedimento, pois sua atenção e habilidade estarão prejudicadas. Use com precaução se consome álcool cronicamente ou tem intoxicação aguda por álcool. A pressão do líquido cefalorraquidiano pode aumentar durante a anestesia, use com cuidado se tem pressão elevada neste líquido. Os reflexos das vias aéreas geralmente permanecem ativos, mas pode haver risco de aspiração, especialmente se outros anestésicos forem usados. Pacientes ambulatoriais não devem sair sozinhos e devem ser acompanhados por adulto responsável. O médico deve monitorar continuamente os sinais vitais, especialmente em pacientes hipertensos. Estimulação mínima durante a recuperação reduz reações psíquicas. Se reações graves ocorrerem, o médico pode usar sedativos adicionais.
Não misture escetamina com barbitúricos na mesma seringa, pois forma precipitado. Não misture com diazepam na mesma seringa; administre em seringas separadas. A escetamina potencializa os efeitos bloqueadores neuromusculares da tubocurarina. Pode prolongar a recuperação de anestésicos halogenados. Aumenta risco de pressão baixa e depressão respiratória com anti-hipertensivos ou depressores do sistema nervoso central. Aumenta risco de pressão alta e aceleração cardíaca com hormônios da tireoide. Doses altas de morfina, petidina e atropina aumentam intensidade e duração da anestesia. Informe ao médico todos os medicamentos que está usando.
Guarde o medicamento em temperatura ambiente entre 15°C e 30°C, protegido da luz. Não congele. Mantenha na embalagem original. O medicamento é válido por 24 meses a partir da data de fabricação impressa na embalagem. Não use se o prazo de validade venceu. Quando diluído em soro fisiológico 0,9% ou glicose 5%, o medicamento permanece estável por até 24 horas. Antes de usar, verifique se o líquido está incolor a levemente amarelado, límpido e sem partículas visíveis. Mantenha fora do alcance de crianças. As ampolas são de uso único; descarte qualquer solução não utilizada.
As informações desta página foram extraídas da bula oficial registrada na ANVISA e têm caráter exclusivamente informativo. Não substituem a orientação de um profissional de saúde. Sempre consulte seu médico ou farmacêutico antes de usar qualquer medicamento.
Última atualização: 20 de maio de 2026