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Cloridrato de Ranitidina

Medicamento que reduz a produção de ácido no estômago, indicado para tratar úlceras gástricas, duodenais e refluxo gastroesofágico.

INDICAÇÕES

Tratamento de úlceras gástricas ou duodenais; Tratamento da esofagite por refluxo gastroesofágico e suas manifestações associadas; Prevenção de úlceras causadas por estresse em pacientes graves.

CONTRAINDICAÇÕES

Hipersensibilidade ao Cloridrato de Ranitidina ou a medicamentos da mesma classe (cimetidina e famotidina); Insuficiência renal severa (clearance de creatinina abaixo de 50 ml/min); Menores de 1 mês de idade; História de porfiria.

POSOLOGIA

Úlcera duodenal ativa: 2 a 4 mg/kg de 12 em 12 horas (máx. 300 mg/dia). Manutenção: 2 a 4 mg/kg em dose única diária (máx. 150 mg/dia). Esofagite erosiva e DRGE: 2,5 a 5 mg/kg de 12 em 12 horas. Úlcera gástrica: 2 a 4 mg/kg de 12 em 12 horas (máx. 300 mg/dia). Insuficiência renal severa: 150 mg à noite.

MODO DE USO

Retirar a tampa do frasco. Inserir o conta-gotas no frasco. Pressionar o bulbo para que o medicamento entre na cânula. Direcionar o conta-gotas para o canto da boca, contando as gotas. Se permanecer produto na cânula, voltar o conta-gotas ao frasco e pressionar até esvaziar. Fechar o frasco.

REAÇÕES ADVERSAS

Raras: tontura, sonolência, insônia, visão borrada, taquicardia, bradicardia, pancreatite, hepatite, artralgias, mialgias, rash cutâneo, broncoespasmo, nefrite aguda intersticial. Muito raras: leucopenia, granulocitopenia, trombocitopenia. Incidência não determinada: constipação, diarreia, náuseas, vômitos, desconforto abdominal.

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS

Não inibe citocromo P450 em doses até 400 mg/dia. Antiácidos e sucralfato reduzem absorção. Cetoconazol: administrar Ranitidina 2 horas após. Interações maiores: atazanavir, fosamprenavir, dasatinibe. Moderadas: cetoconazol, itraconazol, metformina, procainamida, midazolam, risedronato, risperidona.

CUIDADOS ESPECIAIS

Pode mascarar sintomas de carcinoma gástrico. Evitar em história de porfiria. Monitorar função hepática em cirrose compensada. Não recomendado na gravidez e lactação (categoria B). Cautela em disfunções hepáticas e discrasias sanguíneas. Supervisão regular em pacientes com úlcera péptica usando AINEs.

SUPERDOSE

Devido à elevada especificidade de ação, não se preveem problemas significativos. Se necessário, instituir terapia sintomática e de suporte, remoção por indução de êmese ou lavagem gástrica. Em caso de intoxicação: 0800 722 6001.

INSUFICIÊNCIA RENAL

Em insuficiência renal severa (clearance < 50 ml/min) pode ocorrer acúmulo. Recomenda-se 150 mg à noite. Em diálise peritoneal crônica ou hemodiálise crônica: 150 mg imediatamente após a diálise.

INSUFICIÊNCIA HEPÁTICA

Em cirrose hepática compensada, alterações de biodisponibilidade, distribuição e meia-vida são mínimas, não sendo necessário ajuste de doses. Monitorizar função hepática com dosagem de transaminases. Se aumentarem, descontinuar medicação.