Corticosteróide anti-inflamatório e imunossupressor usado no tratamento de diversas condições inflamatórias, alérgicas e autoimunes, especialmente em terapia intensiva de curta duração.
Prova diagnóstica da hiperfunção adrenocortical. Alergopatias: rinite alérgica, asma, dermatite de contato, dermatite atópica, reações de hipersensibilidade. Doenças reumáticas: artrite reumatóide, espondilite anquilosante, artrite gotosa aguda. Dermatopatias: pênfigo, eritema multiforme grave, psoríase grave. Oftalmopatias: conjuntivite atópica, ceratite, uveíte. Endocrinopatias: insuficiência adrenocortical, hiperplasia adrenal congênita, tireoidite. Pneumopatias: sarcoidose, tuberculose pulmonar disseminada. Hemopatias: púrpura trombocitopênica, anemia hemolítica. Doenças neoplásicas: leucemias e linfomas. Estados edematosos: síndrome nefrótica. Edema cerebral: tumores cerebrais, lesão cefálica. Doenças gastrintestinais: colite ulcerativa, doença de Crohn. Meningite tuberculosa, lupus eritematoso, cardite aguda reumatóide.
Infecções fúngicas sistêmicas, hipersensibilidade a sulfitos ou a qualquer outro componente do medicamento, administração de vacinas de vírus vivo.
Dose inicial usual varia de 0,75 a 15 mg por dia, dependendo da doença. Doenças crônicas não-fatais: iniciar com 0,5 a 1 mg/dia. Doenças agudas não-fatais: 2 a 3 mg/dia. Hiperplasia supra-renal congênita: 0,5 a 1,5 mg/dia. Doenças potencialmente fatais: 2 a 4,5 mg/dia. Doença aguda com risco de vida: 4 a 10 mg/dia em quatro doses fracionadas. Edema cerebral: 2 mg, 2 ou 3 vezes ao dia. Terapia maciça: 10 a 15 mg/dia. Doses podem ser administradas 2, 3 ou 4 vezes por dia. Reduzir gradualmente ao cessar o tratamento.
Administração exclusivamente por via oral. Comprimidos: tomar com meio copo de água. Elixir: tomar por via oral. A segurança e eficácia são garantidas apenas na administração oral.
Usar a menor dose possível. Não usar em infecções fúngicas sistêmicas. Usar com cautela após infarto recente do miocárdio. Monitorar pressão arterial, peso, glicemia e potássio sérico. Retirada gradual após terapia prolongada. Contraindicado com vacinas de vírus vivo. Usar com cautela em tuberculose ativa. Realizar exames clínicos regulares durante tratamento prolongado. Pode causar síndrome de retirada com febre, mialgia, artralgia e mal-estar.
Elevação da pressão arterial, retenção de sal e água, maior excreção de potássio e cálcio, insuficiência adrenocortical secundária, síndrome de retirada de corticosteróides, exacerbação de infecções fúngicas, ruptura da parede ventricular após infarto recente.
Teste para síndrome de Cushing: 1,0 mg via oral às 23 horas, coleta de sangue às 8 horas. Ou 0,5 mg a cada 6 horas durante 48 horas com coleta de urina de 24 horas. Teste para distinguir síndrome de Cushing: 2,0 mg a cada 6 horas durante 48 horas com coleta de urina de 24 horas.
Dexametasona 0,75 mg equivale a: Metilprednisolona/Triancinolona 4 mg, Prednisona/Prednisolona 5 mg, Hidrocortisona 20 mg, Cortisona 25 mg. Dexametasona é 4-6 vezes mais potente que Metilprednisolona/Triancinolona, 6-8 vezes mais potente que Prednisolona/Prednisona, 25-30 vezes mais potente que Hidrocortisona, 35 vezes mais potente que Cortisona.