Solução injetável de glicose para reposição de fluidos, calorias e tratamento de hipoglicemia. Disponível em concentrações de 5% e 10% para uso intravenoso.
As soluções injetáveis de glicose nas concentrações de 5% e 10% são indicadas como fonte de água, calorias e diurese osmótica. Indicadas em casos de desidratação, reposição calórica, hipoglicemias e como veículo para diluição de medicamentos compatíveis. A glicose 5% é empregada na depleção de fluido via veia periférica. A glicose 10%, por ser hiperosmótica, é usada como fonte de carboidratos em nutrição parenteral e reidratação para prevenção/tratamento de desidratação por diarreia.
Hiper-hidratação, hiperglicemia, diabetes, acidose, desidratação hipotônica e hipocalemia. Glicose sem eletrólitos não deve ser administrada simultaneamente a infusão de sangue. Glicose hipertônica (>5%) é contraindicada em hemorragia intracraniana ou intraespinhal, delirium tremens em desidratados, síndrome de má absorção glicose-galactose e hipersensibilidade a produtos do milho.
Uso exclusivamente intravenoso e individualizado. Dosagem determinada por médico conforme idade, peso, condições clínicas e determinações laboratoriais. Taxa máxima sem glicosúria: 0,5 g/kg/hora. Taxa ideal: 6-7 mg/kg/minuto. Em pediátricos, especialmente neonatos e baixo peso, requer cuidado aumentado devido ao risco de hiperglicemia/hipoglicemia.
Administração intravenosa por gotejamento contínuo. Inspecionar visualmente antes de usar. Verificar vazamentos comprimindo a embalagem. Fazer assepsia com álcool 70%. Suspender pela alça de sustentação. Conectar equipo estéril. Não usar embalagens em série (risco de embolia gasosa). Não perfurar a embalagem. Medicamentos podem ser adicionados apenas em embalagens com dois sítios, seguindo técnica asséptica.
Resposta febril, infecção no ponto de injeção, trombose venosa, flebite, extravasamento, hipervolemia. Infusão rápida pode causar distúrbios neurológicos (depressão, coma) por hiperosmolaridade. Grandes volumes podem causar diluição eletrolítica, edema pulmonar, hipocalemia, hipomagnesemia, hipofosfatemia. Em caso de reação adversa, suspender infusão e aplicar terapêutica corretiva.
Monitorar frequentemente glicose e eletrólitos (especialmente potássio) no plasma. Não usar como solubilizante para sangue (causa hemólise). Cuidado em acidose por lactato, insuficiência renal, descompensação cardíaca. Em diabéticos, infusão rápida pode causar hiperglicemia. Em deficiência de tiamina, pode precipitar encefalopatia de Wernicke. Suspensão abrupta de tratamento prolongado pode desencadear hipoglicemia. Risco aumentado de edema pulmonar com infusão prolongada ou rápida de grandes volumes.
Categoria C. Não foram realizados estudos de reprodução animal. Administrar apenas se claramente necessário. Durante trabalho de parto, carga de glicose materna pode conduzir a hiperglicemia fetal, hiperinsulinemia, acidose fetal e hipoglicemia neonatal subsequente com icterícia. Não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica.
Requer cuidado especial em neonatos, especialmente prematuros, cuja função renal pode estar imatura e habilidade de excretar cargas de líquido e soluto limitada. Monitoração frequente de glicose é necessária em pediátricos, particularmente neonatos e baixo peso, devido ao risco aumentado de hiperglicemia/hipoglicemia. Administração excessiva ou rápida pode causar aumento da osmolaridade e hemorragia intracerebral.
Seleção de dose deve ser mais criteriosa. Estas drogas são excretadas substancialmente pelos rins. Risco de reações tóxicas é maior em pacientes com função renal comprometida. Pacientes idosos frequentemente têm função renal diminuída, portanto cuidado deve ser tomado na seleção da dose e monitoramento da função renal é útil.
Infusão de grandes volumes de glicose 5% e 10% pode causar hipervolemia, diluição eletrolítica, estados congestivos e edemas pulmonares. Infusão muito rápida pode ocasionar distúrbios neurológicos (depressão, coma) por hiperosmolaridade, principalmente em nefropatias crônicas. Nestes casos, interromper infusão e instalar terapia de apoio. Em caso de intoxicação, ligar para 0800 722 6001.
Não são conhecidas interações medicamentosas até o momento. Para minimizar risco de incompatibilidades com outras medicações, verificar presença de turbidez ou precipitação imediatamente após mistura, antes e durante administração. Em caso de dúvida, consultar farmacêutico.
Soluções estéreis e apirogênicas usadas no restabelecimento de fluido e suprimento calórico. Glicose é nutriente facilmente metabolizado para fornecimento de energia, dispensando em alguns casos uso de lipídios e proteínas, evitando acidose e cetose. Útil como fonte de água e calorias, capaz de induzir diurese. Soluções isotônicas (5%) adequadas para manutenção de necessidades de água quando sódio não é necessário ou deve ser evitado.