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Bula — OXALATO DE ESCITALOPRAM

Princípio ativo: OXALATO DE ESCITALOPRAM
Forma farmacêutica: Comprimido revestido 10 mg, 15 mg ou 20 mg
Fabricante: Lundbeck Brasil LTDA

Medicamento antidepressivo usado para tratar depressão, transtornos de ansiedade, pânico e transtorno obsessivo compulsivo. Age no cérebro corrigindo níveis de serotonina.

Para que serve

O LEXAPRO é usado para tratar e prevenir a volta da depressão. Também trata transtorno do pânico (com ou sem medo de sair de casa), ansiedade generalizada, fobia social e transtorno obsessivo compulsivo (TOC). O medicamento ajuda a melhorar o humor e reduzir a ansiedade ao corrigir desequilíbrios químicos no cérebro.

Como funciona

O LEXAPRO pertence a uma classe de medicamentos chamada inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS). Ele age no cérebro aumentando os níveis de serotonina, uma substância química importante que controla o humor e as emoções. Pode levar cerca de 2 semanas para você começar a se sentir melhor, então continue tomando mesmo que demore um tempo.

Contraindicações

Não use LEXAPRO se você é alérgico a qualquer componente do medicamento. Não use se está tomando medicamentos IMAO (inibidores da monoaminoxidase) como selegilina, moclobemida ou linezolida. Não use se tem arritmia cardíaca (batimento cardíaco irregular) ou está grávida sem orientação médica. Mulheres grávidas devem conversar com o médico antes de usar.

Como usar

Tome um comprimido por via oral uma vez ao dia, com ou sem alimentos. Preferencialmente no mesmo horário todos os dias. Engula o comprimido inteiro com água, sem mastigar. Para depressão: dose usual é 10 mg/dia (máximo 20 mg). Para pânico: comece com 5 mg na primeira semana, depois 10 mg/dia (máximo 20 mg). Para ansiedade social: 10 mg/dia (máximo 20 mg). Para TAG: 10 mg/dia (máximo 20 mg). Para TOC: 10 mg/dia (máximo 20 mg). Idosos (>65 anos): comece com 5 mg/dia (máximo 10 mg). Não recomendado para menores de 18 anos. O comprimido pode ser partido ao meio se necessário.

O que fazer se esquecer de tomar

Se lembrar antes de dormir, tome a dose esquecida naquele momento. No dia seguinte, retome o horário normal. Se lembrar só no meio da noite ou no dia seguinte, pule a dose esquecida e continue normalmente. Nunca tome dose em dobro.

Efeitos colaterais

Efeitos muito comuns: náusea, dificuldade sexual, insônia. Efeitos comuns: nariz entupido, aumento ou diminuição do apetite, ansiedade, sonhos anormais, dificuldade para dormir, sonolência, tonturas, tremores, diarreia, constipação, vômitos, boca seca, dores musculares e nas articulações. Efeitos incomuns: sangramentos inesperados, coceira, ranger de dentes, agitação, desmaio, pupilas aumentadas, problemas visuais, zumbido nos ouvidos, sangramento vaginal, perda de peso, aceleração dos batimentos cardíacos, inchaço nos braços ou pernas, sangramento nasal. Efeitos raros: inchaço na pele/língua/lábios/rosto, dificuldade para respirar (procure emergência), febre alta com agitação e espasmos musculares (síndrome serotoninérgica), agressividade, alucinações, batimentos cardíacos lentos. Procure o médico se apresentar qualquer efeito adverso.

Superdosagem

Em caso de superdosagem, procure imediatamente um hospital ou centro de emergência. Leve a embalagem do medicamento com você para informar a quantidade ingerida.

Cuidados e advertências

Avise seu médico se tem epilepsia, problemas nos rins ou fígado, diabetes, níveis baixos de sódio no sangue, tendência a sangramentos, doença cardíaca, batimento cardíaco lento, problemas de dilatação das pupilas ou transtorno bipolar. Se tem transtorno bipolar, o medicamento pode causar mudança para fase maníaca (alegria excessiva e atividade física excessiva). Sintomas como inquietude ou dificuldade de ficar sentado podem ocorrer nas primeiras semanas. IMPORTANTE: Se tem pensamentos de suicídio ou de se machucar, contate o médico ou vá ao hospital imediatamente. Risco maior em adultos jovens (menores de 25 anos). Peça a um amigo ou familiar para observar mudanças no seu comportamento. Não dirija veículos ou opere máquinas até saber como o medicamento afeta você. O medicamento não interage com alimentos ou bebidas, mas evite álcool durante o tratamento.

Interações medicamentosas

Informe ao médico todos os medicamentos que está usando. Não use com medicamentos IMAO (fenelzina, iproniazida, isocarboxazida, nialamida, tranilcipromina, moclobemida, selegilina) ou linezolida. Espere 14 dias após parar IMAO antes de começar LEXAPRO, e 7 dias após parar LEXAPRO antes de usar IMAO. Cuidado com: lítio, triptofano, sumatriptano, tramadol, cimetidina, lansoprazol, omeprazol, fluvoxamina, ticlopidina, Erva de São João, aspirina, anti-inflamatórios, varfarina, dipiridamol, fenprocumona, mefloquina, bupropiona, neurolépticos, antidepressivos tricíclicos, imipramina, desipramina, flecainida, propafenona, metoprolol, clomipramina, nortriptilina, risperidona, tioridazina, haloperidol, medicamentos que afetam plaquetas, medicamentos que diminuem potássio ou magnésio, medicamentos para arritmia cardíaca, antipsicóticos, antimicrobianos e anti-histamínicos específicos. Não use medicamentos sem conhecimento do médico.

Armazenamento

Guarde em temperatura ambiente entre 15°C e 30°C. Mantenha na embalagem original. O prazo de validade é de 36 meses (veja na embalagem). Não use se vencido. Mantenha longe do alcance de crianças. Antes de usar, observe se o medicamento mudou de aspecto. Se mudou, consulte o farmacêutico.

Gravidez, amamentação e fertilidade

Informe o médico se está grávida ou planeja engravidar. Não tome LEXAPRO durante a gravidez ou amamentação sem conversar com o médico sobre riscos e benefícios. Se usar nos últimos 3 meses de gravidez, o bebê pode ter problemas respiratórios, pele azulada, convulsões, mudanças de temperatura, dificuldade para comer, vômitos, açúcar baixo no sangue, contrações musculares, tremores, icterícia, irritabilidade, choro constante ou dificuldade para dormir. Risco aumentado de sangramento vaginal intenso após o parto. Pode aumentar risco de hipertensão pulmonar persistente do recém-nascido (bebê respira rápido e fica azulado nas primeiras 24 horas). Nunca interrompa abruptamente durante a gravidez. O medicamento passa para o leite materno. Medicamento similar pode reduzir qualidade do esperma em animais, mas sem impacto comprovado em humanos.

Duração do tratamento

O medicamento demora algumas semanas para agir. Nunca mude a dose sem falar com o médico. O tratamento mínimo usual é 6 meses. Pessoas com depressão recorrente podem precisar de tratamento contínuo por vários anos. Não interrompa sem orientação médica. Ao terminar o tratamento, a dose deve ser reduzida gradualmente por algumas semanas. Interrupção abrupta pode causar sintomas de descontinuação como tontura, sensações de agulhas na pele, queimação, choques elétricos, alterações do sono, ansiedade, dores de cabeça, náusea, suor aumentado, inquietude, tremores, confusão, irritabilidade, diarreia, alterações visuais e palpitações. Esses sintomas geralmente são leves e duram até 2 semanas, mas podem ser intensos ou durar 2-3 meses. Se graves, contate o médico para retomar o medicamento e reduzir mais lentamente. Esses sintomas não indicam vício.

As informações desta página foram extraídas da bula oficial registrada na ANVISA e têm caráter exclusivamente informativo. Não substituem a orientação de um profissional de saúde. Sempre consulte seu médico ou farmacêutico antes de usar qualquer medicamento.

Última atualização: 25 de maio de 2026