Medicamento imunomodulador usado para prevenir rejeição em transplantes de órgãos (fígado, rins, coração) e para tratar dermatite atópica em casos resistentes ao tratamento convencional.
Cápsula/Solução injetável/Cápsula de liberação prolongada: Profilaxia da rejeição de órgãos em pacientes submetidos a transplantes alogênicos de fígado, rins e coração. Recomenda-se uso concomitante com corticosteroides adrenais. Solução injetável: Reservada para pacientes incapacitados de tomar cápsulas. Pomada: Tratamento de dermatite atópica (eczema) em pacientes com 2 anos ou mais que não respondem ou são intolerantes aos tratamentos convencionais. Proporciona alívio de sintomas e controla surtos. Pode ser utilizada na manutenção para prevenção de surtos em pacientes com alta frequência de exacerbação (4 ou mais vezes por ano).
Hipersensibilidade ao Tacrolimo ou a qualquer componente da fórmula. Hipersensibilidade a outros macrolídeos. Solução injetável: Hipersensibilidade ao óleo de rícino hidrogenado polioxietileno. Pomada: Contraindicada para menores de 2 anos. Categoria de risco na gravidez: C. Não deve ser utilizado por mulheres grávidas ou em amamentação sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.
Cápsula: Dose oral diária administrada em duas doses (manhã e noite). Tomar imediatamente após remoção do blister com líquido (preferencialmente água), com estômago vazio ou 1 hora antes das refeições ou 2-3 horas após. Não ingerir o dessecante. Evitar toranja/grapefruit. Não compatível com plástico PVC. Transplante renal (adultos): 0,2 mg/kg/dia em duas doses. Transplante hepático (adultos): 0,10-0,15 mg/kg/dia. Transplante cardíaco (adultos): 0,075 mg/kg/dia. Crianças requerem doses 1,5-2 vezes maiores que adultos. Pacientes negros podem requerer doses mais elevadas. Ajustes de dose conforme concentrações sanguíneas e resposta clínica. Solução injetável: 0,01-0,02 mg/kg/dia em infusão contínua de 24 horas quando via oral não for possível.
Monitoramento essencial junto a parâmetros laboratoriais e clínicos para avaliação de rejeição, toxicidade, ajustes de dose e adesão. Frequência influenciada por disfunção hepática/renal, adição/descontinuação de medicamentos com interação potencial e tempo pós-transplante. Métodos: HPLC/MS/MS e imunoensaios. Concentrações mínimas variam conforme tipo de transplante e período pós-transplante (5-20 ng/mL conforme protocolo).
Pacientes pediátricos: Necessitam doses 1,5-2 vezes maiores que adultos. Transplante hepático: dose inicial 0,15-0,20 mg/kg/dia (oral) ou 0,03-0,05 mg/kg/dia (IV). Transplante cardíaco: 0,10-0,30 mg/kg/dia. Pacientes geriátricos: Sem necessidade de ajuste de dose. Disfunção renal: Considerar doses no limite inferior da faixa terapêutica; adiar dose inicial até recuperação da função renal. Disfunção hepática grave (Child-Pugh ≥10): Podem necessitar doses mais baixas com monitoramento rigoroso.
Tacrolimo não deve ser usado simultaneamente com ciclosporina. Interromper uso de Tacrolimo ou ciclosporina no mínimo 24 horas antes do início do outro medicamento. Na presença de concentrações elevadas, adiar administração do outro medicamento.
Potencial nefrotoxicidade em transplante cardíaco com insuficiência renal preexistente. Risco aumentado de insuficiência renal em receptores de transplante de fígado com insuficiência hepática pós-transplante. Monitoramento rigoroso de funções renais e hepáticas necessário. Não substitui biópsias de tecido. Evitar ingestão de toranja/grapefruit que aumenta concentrações sanguíneas. Não usar equipamentos com PVC para preparar suspensão.