Medicamento para reduzir colesterol e triglicerídios elevados no sangue quando a dieta e exercícios não são suficientes.
Fenofibrato é indicado para hipercolesterolemia e hipertrigliceridemia isolada ou combinada (dislipidemias tipo IIa, IIb, IV e tipo III) em pacientes que não respondem à dieta apropriada e outras medidas terapêuticas não medicamentosas, especialmente quando existem fatores de risco associados como hipertensão e tabagismo. A dieta iniciada antes do tratamento deve continuar durante o uso.
Hipersensibilidade ao fenofibrato ou componentes da fórmula; insuficiência hepática; doença renal crônica grave; reação fototóxica ou fotoalérgica conhecida com fibratos ou cetoprofeno; doença da vesícula biliar; pancreatite crônica ou aguda (exceto por hipertrigliceridemia grave). Comprimido 160 mg contraindicado em alérgicos a amendoim, óleo de amendoim, lecitina de soja ou derivados.
Adultos - Comprimido: 160 mg por dia durante refeição, engolido inteiro. Cápsula: 200 mg por dia durante almoço ou jantar, engolida inteira. Idosos sem insuficiência renal: dose usual de adulto. Insuficiência renal: redução de posologia recomendada; contraindicado se clearance de creatinina < 30 mL/min. Crianças menores de 18 anos: não recomendado.
O comprimido e a cápsula devem ser engolidos inteiros durante uma refeição, sem partir, abrir ou mastigar. A resposta terapêutica deve ser monitorada pela determinação dos valores séricos de lipídios. Se resposta adequada não for alcançada após 3 meses, medidas terapêuticas complementares devem ser consideradas.
Poucos casos de overdose foram relatados, na maioria sem sintomas. Nenhum antídoto específico é conhecido. Em caso de superdosagem, tratamento sintomático e medidas de suporte são necessárias. Fenofibrato não pode ser eliminado por hemodiálise. Em caso de intoxicação, ligue para 0800 722 6001.
Monitorar transaminases a cada 3 meses nos primeiros 12 meses, depois periodicamente. Interromper se AST/ALT > 3 vezes o limite superior normal. Avaliar função renal nos primeiros 3 meses. Suspeitar toxicidade muscular em caso de mialgia, miosite, câimbras, fraqueza muscular ou CPK > 5 vezes o normal. Evitar combinação com outros fibratos ou inibidores de HMG-CoA redutase sem monitoramento cuidadoso. Contém lactose. Não usar em gravidez sem orientação médica.
Muito comuns: elevação de homocisteína. Comuns: distúrbios gastrointestinais (dor abdominal, náuseas, vômitos, diarreia, flatulência), elevação de transaminases. Incomuns: cefaleia, tromboembolismo, pancreatite, colelitíase, hipersensibilidade cutânea, distúrbios musculares, disfunção sexual, aumento de creatinina. Raros: diminuição de hemoglobina e leucócitos, hipersensibilidade, hepatite, alopecia, fotossensibilidade, aumento de ureia.
Anticoagulantes orais: potencializa efeito, aumenta risco de sangramento; reduzir dose em um terço. Ciclosporina: risco de danos renais reversíveis; monitorar função renal. Inibidores de HMG-CoA redutase e outros fibratos: aumenta risco de toxicidade muscular; monitorar de perto. Glitazonas: risco de redução paradoxal de HDL; monitorar. Fármacos metabolizados por CYP2C9, CYP2C19, CYP2A6: podem necessitar ajuste de dose.
Gravidez (Categoria C): não existem dados adequados; estudos em animais não demonstraram efeitos teratogênicos. Não deve ser utilizado sem orientação médica. Lactação: não há dados sobre excreção no leite materno; não deve ser usado durante amamentação.
A segurança e eficácia em crianças e adolescentes menores de 18 anos não foi estabelecida. Não existem dados disponíveis. Uso não recomendado para pacientes menores de 18 anos.