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Bula — OXALATO DE ESCITALOPRAM

Princípio ativo: OXALATO DE ESCITALOPRAM
Forma farmacêutica: Comprimido revestido 10 mg
Fabricante: Não especificado na bula

Medicamento antidepressivo usado para tratar depressão, transtorno do pânico, ansiedade generalizada, fobia social e transtorno obsessivo compulsivo. Age no cérebro corrigindo níveis de serotonina.

Para que serve

Este medicamento é usado para: tratar e prevenir a volta da depressão; tratar transtorno do pânico com ou sem agorafobia; tratar transtorno de ansiedade generalizada; tratar fobia social (ansiedade social); tratar transtorno obsessivo compulsivo (TOC).

Como funciona

ESPRAN é um antidepressivo que funciona aumentando os níveis de uma substância no cérebro chamada serotonina, que ajuda a melhorar o humor e reduzir a ansiedade. Pode levar cerca de duas semanas para você começar a se sentir melhor, então continue tomando mesmo que demore um tempo. Se não se sentir melhor ou piorar, procure seu médico.

Contraindicações

Não use ESPRAN se: você é alérgico a qualquer componente do medicamento; está usando medicamentos IMAO (inibidores da monoaminoxidase) como selegilina, moclobemida ou linezolida; tem arritmia cardíaca (batimento cardíaco irregular) diagnosticada; está usando medicamentos para tratar arritmia ou que afetam o ritmo cardíaco; está grávida sem orientação médica.

Como usar

Tome um comprimido por via oral uma vez ao dia, com ou sem alimentos, preferencialmente no mesmo horário. Engula o comprimido inteiro com água, sem mastigar. Para depressão: dose usual é 10 mg/dia, podendo aumentar até 20 mg/dia. Para pânico: comece com 5 mg/dia na primeira semana, depois 10 mg/dia. Para ansiedade social: 10 mg/dia. Para ansiedade generalizada: 10 mg/dia. Para TOC: 10 mg/dia, podendo aumentar até 20 mg/dia. Idosos (>65 anos): comece com 5 mg/dia. Não é recomendado para menores de 18 anos. O comprimido pode ser partido ao meio se necessário.

O que fazer se esquecer de tomar

Se esqueceu e lembrou antes de dormir, pode tomar a dose naquele momento. No dia seguinte, retome o horário normal. Se lembrou no meio da noite ou no dia seguinte, ignore a dose esquecida e continue normalmente. Nunca tome dose em dobro.

Efeitos colaterais

Efeitos muito comuns (mais de 10%): náusea. Efeitos comuns (1-10%): nariz entupido, aumento ou diminuição do apetite, ansiedade, insônia, sonolência, tonturas, tremores, diarreia, constipação, vômitos, boca seca, dores musculares e articulares, problemas sexuais. Efeitos incomuns (0,1-1%): sangramentos inesperados, coceira, ranger de dentes, agitação, alterações do sono, pupilas aumentadas, problemas visuais, zumbido nos ouvidos, sangramento vaginal, perda de peso, aceleração dos batimentos cardíacos, inchaço nos braços ou pernas, sangramento nasal. Efeitos raros: reação alérgica com inchaço na pele/língua/lábios/face ou dificuldade para respirar; síndrome serotoninérgica (febre alta, agitação, confusão, espasmos musculares); agressividade, alucinações, batimentos cardíacos lentos. Efeitos desconhecidos: pensamentos suicidas, níveis baixos de sódio no sangue, tontura ao levantar, alterações no fígado, movimentos involuntários, ereção dolorosa, problemas de coagulação, sangramento vaginal intenso após parto, inchaço de pele/mucosas, aumento de urina, aumento de prolactina, leite em mulheres não amamentando, risco aumentado de fraturas ósseas, alteração do ritmo cardíaco, inquietude.

Superdosagem

A bula não especifica informações sobre superdosagem. Em caso de overdose, procure imediatamente um hospital ou centro de emergência.

Cuidados e advertências

Avise seu médico se tem: epilepsia (o medicamento deve ser descontinuado se tiver convulsões); problemas nos rins ou fígado (pode precisar ajuste de dose); diabetes (o medicamento pode alterar o controle de açúcar); níveis baixos de sódio no sangue; tendência a sangramentos ou roxos; está grávida; faz terapia eletroconvulsiva; doença cardíaca coronariana; problemas cardíacos ou infarto recente; batimento cardíaco lento; baixa de sal por diarreia/vômitos severos ou uso de diuréticos; aceleração ou irregularidade nos batimentos cardíacos, desmaios, tontura ao levantar; problemas de dilatação das pupilas. Se tem transtorno bipolar, o medicamento pode causar mudança para fase maníaca (alegria inapropriada, atividade excessiva). Procure seu médico imediatamente se sentir isso. Inquietude ou dificuldade de sentar também podem ocorrer nas primeiras semanas. IMPORTANTE: Se está deprimido ou com ansiedade, pode ter pensamentos de suicídio, especialmente ao começar o tratamento (leva cerca de 2 semanas para agir). Se já teve pensamentos suicidas ou é adulto jovem (menores de 25 anos têm maior risco), procure seu médico ou hospital imediatamente se tiver esses pensamentos. Não dirija veículos ou opere máquinas até saber se o medicamento afeta sua atenção. Não use álcool durante o tratamento, apesar de não haver interação direta.

Interações medicamentosas

Comunique ao seu médico todos os medicamentos que usa ou usou nos 14 dias anteriores. ESPRAN interage com: medicamentos IMAO (fenelzina, iproniazida, isocarboxazida, nialamida, tranilcipromina) - espere 14 dias após parar esses medicamentos antes de começar ESPRAN, e 7 dias após parar ESPRAN antes de usar esses medicamentos; moclobemida (para depressão); selegilina (para Parkinson); linezolida (antibiótico); lítio e triptofano (para transtorno maníaco-depressivo); sumatriptano e similares (para enxaqueca); tramadol e similares (para dor severa); cimetidina, lansoprazol, omeprazol (para úlceras); fluvoxamina (antidepressivo); ticlopidina (para derrame); Erva de São João (fitoterápico para depressão); ácido acetilsalicílico/aspirina e anti-inflamatórios (aumentam risco de sangramento); varfarina, dipiridamol, femprocumona (anticoagulantes - seu médico deve avaliar o tempo de coagulação); mefloquina (para malária); bupropiona (para depressão); neurolépticos (para esquizofrenia); antidepressivos tricíclicos; imipramina e desipramina (para depressão); flecainida, propafenona, metoprolol (para doenças cardíacas); clomipramina e nortriptilina (antidepressivos); risperidona, tioridazina, haloperidol (antipsicóticos); medicamentos que alteram função plaquetária; medicamentos que diminuem potássio ou magnésio; medicamentos para arritmia cardíaca ou que afetam ritmo cardíaco (antiarrítmicos Classes IA e III, antipsicóticos, antidepressivos tricíclicos, alguns antibióticos, alguns anti-histamínicos). ESPRAN não interage com alimentos ou bebidas, mas não se recomenda ingerir álcool durante o tratamento.

Armazenamento

Guarde em temperatura ambiente entre 15 e 30°C. Mantenha na embalagem original. Não use se o prazo de validade venceu. Verifique o número do lote e datas de fabricação e validade na embalagem. Antes de usar, observe se o medicamento mudou de aspecto; se mudou, consulte o farmacêutico. Mantenha fora do alcance das crianças.

Gravidez, amamentação e fertilidade

Informe seu médico se está grávida ou planeja engravidar. Não tome ESPRAN se estiver grávida ou amamentando, exceto se você e seu médico conversarem sobre os riscos e benefícios. Se usar nos últimos 3 meses de gravidez, o recém-nascido pode ter: problemas respiratórios, pele azulada, convulsões, alterações de temperatura, dificuldades de alimentação, vômitos, açúcar baixo no sangue, contrações musculares espontâneas, reflexos vívidos, tremores, icterícia, irritabilidade, letargia, choro constante, sonolência e dificuldades para dormir. Se o bebê apresentar esses sintomas, procure o médico imediatamente. Usar perto do final da gravidez pode aumentar risco de sangramento vaginal intenso após o parto, especialmente se tem histórico de problemas de sangramento. Informe seu obstetra/médico que está usando ESPRAN, pois pode aumentar risco de hipertensão pulmonar persistente do recém-nascido (HPPN), fazendo o bebê respirar mais rápido e ficar azulado, geralmente nas primeiras 24 horas após o nascimento. Nunca interrompa ESPRAN abruptamente durante a gravidez. ESPRAN pode ser excretado no leite materno. Um medicamento parecido (citalopram) reduziu a qualidade do esperma em animais, o que teoricamente pode afetar fertilidade, mas nenhum impacto em humanos foi observado até agora. Se está grávida, amamentando, desconfia que está grávida ou planeja engravidar, consulte seu médico ou farmacêutico antes de usar.

Duração do tratamento

A ação do medicamento demora algumas semanas para ser percebida. Nunca mude a dose sem falar com seu médico. A duração é individual, mas o mínimo usual é 6 meses. Pacientes com depressão recorrente podem precisar de tratamento contínuo por vários anos para prevenir novos episódios. Não interrompa ESPRAN até que seu médico autorize. Quando terminar o tratamento, a dose deve ser reduzida gradualmente por algumas semanas. Ao interromper, especialmente de forma abrupta, pode sentir sintomas de descontinuação (comuns quando se para o medicamento). O risco é maior com uso prolongado, doses altas ou redução rápida. A maioria acha esses sintomas leves e toleráveis, durando até 2 semanas, mas em alguns podem ser intensos ou durar 2-3 meses ou mais. Se tiver sintomas graves ao parar, procure seu médico, que pode pedir para retomar lentamente. Esses sintomas não indicam vício. Os sintomas incluem: tontura, sensações de agulhas na pele, sensações de queimação e choques elétricos (menos comuns), alterações do sono (sonhos vívidos, pesadelos, insônia), ansiedade, dores de cabeça, náusea, suor aumentado, inquietude, tremores, confusão, inconstância emocional, irritabilidade, diarreia, alterações visuais, palpitações. Siga as orientações do seu médico respeitando horários, doses e duração. Não interrompa sem conhecimento do médico.

As informações desta página foram extraídas da bula oficial registrada na ANVISA e têm caráter exclusivamente informativo. Não substituem a orientação de um profissional de saúde. Sempre consulte seu médico ou farmacêutico antes de usar qualquer medicamento.

Última atualização: 26 de maio de 2026